Professor Mário Nunes - Usp

O professor Nunes inicia a aula resgatando a idéia de que a cultura regula normativamente a ação do indivíduo e, desse modo, é parte do processo de formação da sua identidade. O professor destaca três visões sobre a construção da identidade:
1. Iluminista - Nessa visão a identidade da pessoa é inata, pouco se desenvolve ao longo da vida.
1. Iluminista - Nessa visão a identidade da pessoa é inata, pouco se desenvolve ao longo da vida.
2. Sociológica - Trabalha com a idéia de que a identidade do indivíduo sofre alterações na sua
relaçao com o meio social no qual está inserido.
3. Pós-moderna - Afirma que as condições do meio trazem novas formas de identidades, o indivíduo tem em si uma multiplicidade de identidades, não há um padrão. É a defesa de uma relatividade na qual o indivíduo pode se identificar ou diferenciar de acordo com as situações e relações que vai estabelecendo na sua vida, em "permanente processo de transformação", como diz o professor Nunes. 
A questão da identidade, que pode parecer algo absolutamente individual, é parte de uma disputa pelo poder. Numa sociedade globalizada e dominada pelos grandes conglomerados que controlam as mídias e as indústrias da comunicação, da moda, da beleza, dos esportes, do cinema, novela, cartoons, tv etc., cria-se e dissemina-se o que é considerado "identidades positivas" e "identidades negativas". Comportamentos, tipos físicos, modos de se vestir e tantas outras esferas que permeiam o cotidiano de todas as pessoas sofrem o tempo todo a pressão desse sistema simbolico cultural que detém o poder de classificar, valorizar e desvalorizar as pessoas.

A questão da identidade, que pode parecer algo absolutamente individual, é parte de uma disputa pelo poder. Numa sociedade globalizada e dominada pelos grandes conglomerados que controlam as mídias e as indústrias da comunicação, da moda, da beleza, dos esportes, do cinema, novela, cartoons, tv etc., cria-se e dissemina-se o que é considerado "identidades positivas" e "identidades negativas". Comportamentos, tipos físicos, modos de se vestir e tantas outras esferas que permeiam o cotidiano de todas as pessoas sofrem o tempo todo a pressão desse sistema simbolico cultural que detém o poder de classificar, valorizar e desvalorizar as pessoas.
Nesse contexto, a escola, em suas relações cotidianas, geralmente reafirma os pressupostos desse sistema simbolico que se baseia na negação do outro. Os clips abaixo, representaram uma das formas como a junventude de uma época criticou esse papel, tanto da escola quanto dos meios de comunicação, sobre a constituição da identidade das novas gerações. Apesar de expressar o modo de ver o mundo de uma outra geração, anterior a de nossos alunos, a questão abordada é muito atual. As letras dizem respeito à pressão a uma homogeneização pelo consumo, ao poder de regulação cultural que as midias exercem sobre a construção da identidade. Mas de outro lado, também expressa a atitude de rebeldia, de resistência, diante dessas pressões. Resistências que também hoje podemos encontrar nas atitudes de nossos jovens alunos, e a partir daí, podemos avançar com eles num processo de ruptura com as falsas identidades únicas que a massificação procura fixar nos indivíduos.
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