quinta-feira, 5 de julho de 2012

Módulo IV - Educação especial - Aula 20, 27 e 28

A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano - Aula 20
Professora Kátia de Souza Amorim - Usp

Para superar uma visão e uma relação estigmatizada com o aluno com necessidades educacionais especiais, é pressuposto que o professor acredite no desenvolvimento do aluno. Saber que todas as pessoas estão em desenvolvimento e possuem o seu próprio processo de aprendizagem.

 Para tanto, a escola e os seus professores devem conhecer o aluno, saber o contexto de sua vida, de suas relações sociais com a família, com os colegas, com a sociedade em geral. Uma pessoa é um complexo de relações que ela estabelece com todos e com tudo o que há ao seu redor e, sem se propor a compreender isso, o professor se fecha nos velhos estigmas e preconceitos que interditam as possibilidades de crescimento intelectual e humano de quem está sob a sua responsabilidade no processo de aprendizagem.

O professor não pode estar sozinho - parte I - Aula 27
Professora Cláudia Yazlle - Cindedi

Nessa aula a professora Yazlle apresenta a complexidade das relações e pontos de vistas que envolvem o processo de inclusão e aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. Cada sujeito envolvido nesse contexto, que está direta ou indiretamente, vinculado a esta situação, traz um ponto de vista, perspectivas e dúvidas que deveriam ser partilhadas em algum momento.

Pais, alunos com necessidades especiais ou não, professores, diretores, coordenadores, profissionais da escola e da saúde, todos, em alguma medida, têm uma contribuição possível. E, apesar de visões distintas, medos e dúvidas sobre a questão da inclusão, têm um objetivo comum que deve ser o norte desse processo: o desenvolvimento do aluno (seja ele quem for) como pessoa plena de direitos, sujeito ativo na busca de sua aprendizagem, de seus sonhos e de seus projetos de vida.

Levar em consideração o que cada elemento pode ter de específico (pais, alunos, professores, profissionais da saúde, diretores, coordenadores etc.) é uma forma de aproveitar as contribuições possíveis e importantes nesse processo no qual todos estão aprendendo. Aprendendo a trabalhar diferente, a conviver com o diferente, a ensinar a diferença de modo positivo, a romper os muros da escola com essa perspectiva. É um caminho iniciado, difícil e o professor não pode estar sozinho.

O professor não pode estar sozinho - parte II - Aula 28
Professora Jaqueline Amorim - Cindedi

Foi com a perspectiva da aula anterior, que a professora Amorim, destacou o papel importante da Contituição de 1988 na questão da "igualdade de condições para acesso e permanência na escola como um direito de todos". Quando os alunos NEE's passam a ser integrados em número cada vez maior, isso traz para a escola novos modos de aprender e de comportar-se. No entanto, o professor continua com as mesmas condições de trabalho, as mesmas formas de preparar as aulas, com uma quantidade de alunos superior à ideal para um atendimento adequado de cada um, a mesma visão tradicional de ver os alunos de modo homogeneizador.

Tudo isso traz uma grande frustração para o docente e para o discente. Pois, se o professor entra na sala esperando um tipo de aluno que aprende como o modo que ele prédetermina, o aluno também se frustra porque pensa que vai ter uma aula que o agrade e o estímule. Ocorre uma culpabilização do aluno e do professor por parte da gestão e da sociedade em geral.

Quando o professor procura ajuda no resto da equipe escolar e não a encontra, chega à conclusão de que a escola chegou ao seu limite e se justifica com isso. Novamente professor e aluno são culpabilizados e vistos como incapazes.

A escola deve se organizar para atender o conjunto dos alunos com todas as diferenças que possam trazer. Atuar de modo interdisciplinar, num caminho que explicite as dificuldades sem limitar as possibilidades de desenvolvimento individual, que sirva de instrumento para nortear e estimular ações que desenvolvam as potencialidades dos alunos sem estigmatizá-los. Nesse caminho o professor tem de ser parte de uma equipe escolar comprometida com esse processo, de uma equipe que não se restringe mais aos profissionais da escola, mas também aos setores da saúde e da assistência social.

Nesse processo o papel do professor e as necessidades dos alunos devem ser revistas e recolocadas em toda a complexidade que a nossa sociedade exige.

Módulo IV - Educação especial - Aula 19

O todo pela parte: a questão do estigma
Professora Ticiana Melo de Sá Roriz - Usp/Ribeirão Preto

Uma das questões que mais dificulta a integração efetiva e a aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais, é a questão do ser estigmatizado. Numa sociedade que define padrões de aparência física, de comportamentos, de vestuário, enfim, que valoriza certos atributos em detrimento de outros, todo aquele que foge a esse padrão, se vê marcado como "um diferente" em posição de inferioridade.

Numa sociedade que preza pelo consumo exacerbado, que não valoriza o fato de que sempre podemos aprender com o outro, de que estamos num processo interminável de formação e que hierarquiza a diferença produzindo desigualdade; impede que diversas possibilidades de aprendizagem e crescimento humano aconteçam.

A estigmatização das pessoas que fogem ao padrão estabelecido, é fruto de uma sociedade que ainda está calcada na ignorância e num preconceito que impede a aceitação social de milhões de pessoas. Às vezes, até sem a intenção de ser preconceituoso a pessoa acaba reproduzindo uma relação hierarquizada com o NE. No caso do professor, a tarefa de repensar e se corrigir diante desse contexto, é fundamental para garantir as possibilidades de aprendizagem e crescimento desses alunos. Não transferir UMA deficiência para toda a pessoa, tratando-a como incapaz de aprender qualquer coisa. O aluno NE, é um aluno, e como tal, está na escola com o mesmo objetivo de todos os outros e de seus pais: formar-se através dos conhecimentos e da convivência escolares.

Módulo IV - Educação especial - Aula 16

Trajetórias escolares de deficientes e a eja: A questão do fracasso escolar
Professora Lucia Tinós

A própria questão da existência de alunos com necessidades educacionais especiais, nos remete ao fato de que eles provavelmente já passaram pelo ensino regular e lá, não conseguiram permanecer.
Um dos grandes problemas é que o registro sobre esses alunos é ainda muito precário. Desde a questão do próprio diagnóstico até a questão sobre o desenvolvimento do seu processo de aprendizagem.

Outra questão importante que leva os alunos a procurar a Eja é a questão da certificação e da preparação para o trabalho, já que as escolas especiais não o fazem. Nesse sentido, é fundamental levar em consideração as possibilidades de aprendizagem, os projetos e os sonhos desses alunos.

Módulo IV - Educação especial - Aula 15

Dados da Educação Especial no País
Professora Kátia de Souza Amorim - Usp/Ribeirão Preto

Os dados do Mec demonstram que o número de matrículas aumentaram no ensino regular. Os alunos com necessidades educacionais especiais têm procurado mais as escolas regulares que as escolas especiais.

Percebemos que há um avanço no sentido da integração e do acesso ao ensino regular, mas ainda existe o desafio de garantir o processo de aprendizagem no cotidiano. A ausência do registro sobre o que é feito ou não, como é feito, ou quais os problemas enfrentados para se garantir o direito a aprendizagem desses alunos, ou mesmo, sobre quem são esses alunos e qual é o seu diagnóstico, dificulta a elaboração de soluções e intervenções que auxiliem esse processo.

Também é necessário perceber que apesar do avanço no acesso, no decorrer da escolarização há o problema da permanência dos alunos com necessidades especiais na escola regular, há ainda uma descontinuidade que impede a efetivação do direito à aprendizagem, da integração dessas pessoas não apenas ao conhecimento escolar sistematizado, mas a sua integração social e profissional no futuro.

Esse é um desafio para alcançarmos uma escola realmente para todos.

Módulo IV - Educação especial - Aula 12

Como vem sendo organizada a educação especial no país?
Professora Ana Paula Lodi - Usp/Ribeirão Preto

A organização da educação especial no Brasil se inicia oficialmente a partir de meados do século XIX com instituições especializadas na educação de surdos-mudos (1857) e de cegos (1854). A partir desse processo inicial, essas instituições "vieram transformando as formas de atendimento seguindo o modelo francês de escolas residenciais e formação profissionalizante", como apresenta Lodi. No entanto, a questão da deficiência mental ainda ficava restrita aos asilos e manicômios, numa perspectiva de proteção ligada à saúde pública mas que, acabava por excluir essas pessoas de qualquer desenvolvimento.

Nas décadas de 1950 e 60, serviços e instituições vão se desenvolvendo num processo bastante contraditório. Ao mesmo tempo em que aumentam o atendimento e avançam com as perspectivas de desenvolvimento, ainda estão muito vinculadas ao olhar da saúde, nivelam os estímulos de aprendizagem muito abaixo do que seria numa escola regular, e não são escolas reconhecidas formalmente, privando os alunos de qualquer tipo de certificação ou profissionalização.

 As políticas de inclusão e educação para todos ganham força principalmente na entrada no século XXI. Assim, a escola regular entra num novo momento de sua história junto com a educação para alunos com necessidades educacionais especiais. Passa a ser o seu dever adaptar-se a essas necessidades para que todas as pessoas tenham repespeitados os seus direitos de acesso e permanência à escolarização formal, sem discriminação e com a mesma qualidade.

Módulo IV - Educação especial - Aula 11

Legislações, declarações e diretrizes - Legislação como instrumento de inclusão
Professora Lúcia Tinós - USP

Nessa aula, a professora Tinós  fala sobre a importância de se conhecer, compreender e saber usar a legislação à favor do desenvolvimento do aluno com necessidade educacional especial. A escola e o professor, em especial, deve ter essa legislação como um instrumento para que garantir o direito à educação real do aluno na sala de aula.

Conhecer e compreender a legislação é uma das oportunidades para que o professor passe a uma atitude de "brigar" pelos alunos e não contra eles, como defende Tinós.

Módulo IV - Educação Especial - Aula 08

Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação
Professora Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto

A professora Amorim rompendo uma visão erronêa sobre a questão das necessidades educacionais especiais, a de que seria algo no âmbito da individualidade ou como uma mera imposição do governo. A participação das pessoas que possuem alguma deficiência na vida escolar, é uma reivindicação de um setor enorme da população que já dura décadas. O que se reivindica é o direito à educação que tem sido negado a milhares de pessoas.

Temos uma longa trajetória de luta que vai desde o surgimento das primeiras instituições especializadas e voltadas para o atendimento a esses setores, até hoje, momento no qual já existe toda uma legislação que os integra à vivência e à aprendizagem escolar. Amorim faz um breve histórico que nos leva a perceber esse processo a partir da história do Brasil, integrado ao contexto internacional. Cabe destacar que o pós-Segunda Guerra Mundial é um marco importante nesse processo, assim como, a elevação da educação como um direito para todos em 1999.

As questões pedagógicas foram se tornando cada vez mais importantes com o avanço das reivindicações e o surgimento de instituições especializadas. A questão central agora é a de como ensinar e levar ao aprendizado essas pessoas. A formação de professores para atender esse público, a pesquisa, o treinamento, o material pedagógico, o planejamento, avaliação, acompanhamento, foram discussões que se tornaram fundamentais e levou à criação, em 1973, do CENESP (Centro Nacional de Educação Especial).

Na década de 1990, avança-se para a vinculação entre a educação e a educação especial, inclusive com o direcionamento de verbas. Com a Declaração de Salamanca, em 1994, definiu-se como prioridade a busca pela equalização de oportunidades para as pessoas com deficiência e a pedagogia passa a ser centrada na pessoa, ela é que deve adaptar-se às especificidades dos estudantes e não o contrário.


Módulo IV - Educação Especial - Aula 07

Crianças e jovens com necessidades educativas especiais na escola - dialética da inclusão/exclusão
Profª Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto

A questão da aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser abordada na lógica da complexidade da sociedade contemporânea, relacionando os muitos fatores que se entrelaçam nesse contexto. Assim, deve-se levar em conta:
  • ponto de vista da família
  • ponto de vista da gestão escolar                 
  • ponto de vista do professor
  • ponto de vista do aluno
 Esses são pontos de vista que nem sempre estão em sintonia, no caso do aluno é ainda pior, sua visão, suas opiniões, suas sugestões e soluções para enfrentar os desafios colocados sequer são ouvidos. O aluno é tratado como alguém incapaz de decidir e de saber o que se pode fazer ou o que se quer fazer e como. Ao aluno sequer é perguntado qual é a sua dificuldade ou facilidade, é como se o diagnóstico médico o condenasse a uma incapacidade completa. Nos filmes "Vermelho como o céu" e "Como as estrelas na terra - toda criança é especial" essa questão fica muito bem ilustrada. E mesmo no ambiente escolar, a criança se vê excluída de todo o processo que se desenvolve ao seu redor.

Na maioria das vezes  o professor não é nem avisado de que terá um aluno com necessidade educacional especial. Ele deve descobrir por conta própria e encontrar soluções por conta própria.  Perde-se a ideia de que os alunos são dele e de toda a escola. Chega-se num processo absurdo e, nesse sentido violento, no qual todos fingem que o aluno está incluído e ninguém toma conhecimento real da pessoa que está ali, esperando para aprender alguma coisa.

Módulo IV - Educação especia - Aula 04

Ética e saúde na escola: definindo alunos com necessidades especiais
Professora Lucia Tinós - Usp

A questão central dessa aula é perceber como é importante o modo como os professores recebem os alunos com necessidades educacionais especiais. Como a escola se prepara para recebê-los, como se planejam as ações pedagógicas e de acessibilidade.

Esse processo de integração ganhou força com a Conferência de Salamanca em 1994. Mas já na definição do que seria um aluno com necessidade educacional especial já podemos perceber que o processo apenas se inciou com muitos desafios a serem superados. Pois, essa definição é feita pela comparação com os alunos ditos "normais". Ou seja, NE é como apresenta a professora, o "aluno que, em comparação com os demais alunos de sua idade, tem maior dificuldade. Seja no aspecto físico, sensorial, intelectual ou social". Nesse tipo de definição, o aluno NE continua sendo visto como um problema, ou tendo problemas. Quando na verdade, a escola e o professor é que devem se adaptar para garantir o direito a aprendizagem de todos os alunos, de acordo com as necessidades específicas de cada um.

As definições sobre os diagnósticos desses alunos, ainda muito vinculados a área da saúde, são fundamentais como instrumentos de planejamento dos professores. Afinal, essas crianças, jovens e adultos, chegam à escola com a perspectiva de que vão aprender, de que tem possibilidades a alcançar e trazem consigo os sonhos e perspectivas próprios de qualquer pessoa em sua idade.

Módulo IV - Educação Especial - Aula 03

Ética e valores na ação educativa
Profª Kátia Amorim - Usp/ Ribeirão Preto

A exclusão é parte de um processo histórico mais amplo das relações sociais e do desenvolvimento da educação. Podemos resgatar a época da história antiga na qual as crianças nascidas e consideradas com alguma imperfeição eram assassinadas como algo correto e aceito por quase toda a comunidade. Na idade média, a existência de qualquer tipo de deficiência era demonizado ou vinculada à bruxaria. Atualmente, podemos perceber que muitas vezes se trata a pessoa com deficiência como se não fosse capaz de mais nada, como se fosse uma doença e não como uma pessoa que tem direitos a serem garantidos.

No caso da educação, podemos recordar as revoluções que mudaram os seus paradigmas num processo de ampliação dos setores que acessam a escolarização.

Na terceira revolução educacional ocorre uma mudança de qualidade no sentido de universalização do acesso ao ensino escolar. No entanto, a lógica é a da homogeneização apesar da diversidade e necessidades que participam da vivência escolar.

Os alunos com necessidades especiais entram nessa escola e suas especificidades não são respeitadas:
1. deficiência mental
2. dificuldades para ler, escrever e contar
3. surdos que usam a língua de sinais
4. cegos que usam o braille
5. deficiente físico etc.

Entre tantas especificidades a escola não se preocupava, e a maioria ainda não se preocupa como o filme acima vai nos mostrar, em ter materiais ou espaços adequados, sequer um ambiente de tolerância. Às vezes, a atuação de um profissional pode mudar totalmente a vida de alunos que, do contrário, estariam sempre estigmatizados e discriminados por todos ao seu redor, em casa, na escola e na vida. Atualmente, existe uma política pública que procura modificar o quadro acima com uma proposta que trabalhe a solidariedade e a compreensão das necessidades especiais tanto com relação aos professores, quanto ao conjunto dos alunos.

O objetivo dessa política não é o de socialização, mas o de integrar o aluno com necessidade especial ao processo de aprendizagem. O conflito é inerente a esse contexto escolar, e o que tem ocorrido na maioria absoluta das vezes, é uma inclusão perversa: o aluno com necessidade educacional especial está na sala de aula, mas não integrado ao processo que nela se desenvolve.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 26

Professor autor
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho

O professor que pensa, forma um aluno que pensa, ou pelo menos, espera-se que sua prática favorecerá melhor esse objetivo, pois o "professor se torna uma leitura para o seu aluno".

Apesar do discurso politicamente correto de que o professor deve formar um aluno critíco, reflexivo e autônomo, o comum na escola, é exigir o oposto dos seus próprios professores. O interessante nesse curso é que falou-se muito sobre o papel do professor, mas aqui, acrescentou-se uma outra questão importante: o papel da gestão e coordenação sobre o trabalho docente.

Exige-se do professor uma postura inversa à que ele deve construir com os seus alunos. Nesse sentido, à questão da formação docente deve-se acrescentar a formação do gestor e da coordenação, que esperam obediência sem construção dialógica, sem democracia, sem questionamentos.

Como criar novos âmbitos significativos para a construção de conhecimento com os alunos se, por exemplo, o professor deve ser um mero executor dos materiais que vêm prontos do governo. Como pensar na formação autoral do aluno se ao professor esse mesmo processo é negado? Como ser um exemplo positivo para os alunos se o professor só deve obedecer sem refletir e pensar?

A gestão da escola e a coordenação também devem procurar estimular o trabalho docente com desafios, com liberdade e autonomia no trabalho. Estimular o trabalho docente a ser menos reprodutivo, a produzir o seu estilo de trabalho, a utilizar e interagir com as inovações tecnológicas para ir além dos materiais tradicionais. Esse é um processo de superação de dificuldades e preconceitos dos professores com o mundo que hoje é parte constituinte da vida dos alunos. É tarefa da escola educar com o uso da web e educar o uso que se faz da web estimulando a autoria e a reflexão dos alunos e dos professores.

 

Módulo IV - Profissão docente - Aula 25

Professor pensador
Professor Gabriel Perissé - Uninove

O pensar está basicamente ligado, no caso da nossa discussão, à curiosidade e à reflexão dialógica. A inquietação intelectual é parte constituinte do ser humano. Em nossa vivência, procuramos conhecimentos, refletimos sobre o mesmo e, nesse processo, tomamos decisões e fazemos escolhas que nos modificam. A leitura pode oxigenar a nossa subjetividade, quando nos permitimos romper com a comodidade do que já está "dado" e "definido".

É nessa perspectiva que a leitura amplia o nosso mundo, enriquece as nossas reflexões, nos faz construir um sistema de convicções, de visões sobre o mundo de modo ponderado. Não como um intruso que, de modo superficial, pretende saber tudo e falar de tudo sem autoridade e conhecimento.

Assim, a leitura pode ser transformada em uma pedagogia reflexiva, onde o professor, com um repertório ampliado e estimulante, pode trazer essa mesma vivência para os seus alunos. Isso significa sair da zona de conforto do não ter que pensar e realizar a tarefa pedagógica de modo burocrático, limitado sem a menor curiosidade.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 22

O professor leitor
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho

O âmbito da leitura possui três dimensões: a leitura, o pensamento e a autoria/autonomia. Nesta aula, foi discutida a primeira dimensão como "um aprendizado à distância, uma forma de aproximação com diversas realidades". A visão de leitura que se estabelece aqui, não é aquela da mera decodificação das letras e palavras, mas sim como leitura de mundo, de interpretação de texto e de tudo o que está ao seu redor.

Desse modo, o professor deve ser o maior leitor na escola. A partir de suas leituras ele amplia o seu repertório para além do seu conteúdo, abrindo-se para todas as possibilidades de relações entre conhecimentos e de discussões que podem surgir em suas aulas. Esse é o sentido que nos leva, e aos alunos, a "saborear a relação com o conhecimento". 

Se o professor também faz o aluno aprender pelo seu exemplo, no caso da leitura não é diferente. Se o professor não gosta e não lê, e deve orientar o seu aluno a fazê-lo, a leitura torna-se desgradável e pouco significativa para a aprendizagem e a formação de novos leitores.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 21

A complexidade da constituição docente
Professora Silvia Colello - Feusp

A professora Colello inicia falando que falar sobre a profissão docente é algo triste. Mas também é uma batalha continua para uma boa parte dos professores que querem fazer a diferença na vida dos seus alunos, que querem desenvolver o seu trabalho com competência e compromisso, que querem ajudar a transformar o mundo num lugar melhor através da formação das novas gerações. Esse pode parecer um mero discurso de senso comum, mas é um discurso verdadeiro.

Claro que essa fala, não pretende passar uma mensagem de que devemos aceitar as péssimas condições de trabalho, de formação, de doenças que sequer são reconhecidas como derivadas do trabalho, dos péssimos salários etc, etc, etc. O processo de luta por uma educação de qualidade pressupõe a vontade expressa no primeiro parágrafo, e a luta contra as condições aqui levantadas.

Essa é a realidade da qual fazem parte professores, alunos, pais, gestores e outros funcionários da educação. A grande questão é como caminhar juntos, unindo esses dois elementos tão contraditórios levantados acima, incluir essa comunidade nessa discussão e nesse processo que também é de aprendizagem e de realidade vivida por todos nós.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 18

As escolas e as instituições culturais
Professora Rosa Iavelberg - Usp

Dentro da perspectiva da cidade como um espaço de educação e de aprendizagens significativas, essa aula destaca a importância da escola como um mediador entre a produção humana históricamente construída, e as possíveis apropriações que se pode fazer dela.

Nesse processo, a escola, seus professores, alunos e pais, podem se relacionar com espaços e objetos que estimulam a aprendizagem e a busca pelo conhecimento no contato direto com as produções realizadas por outras pessoas, por épocas e culturas diferentes. Mas também, não apenas indo ao espaço físico, virtualmente se pode fazer uma exploração de museus, obras de arte, imagens que estimulem os estudantes a utilizarem instrumentos tecnológicos de modo mais consciente e educativo. Procurando, desse modo, relacionar as manifestações de outras épocas e povos com as formas de expressão dos jovens.

Módulo IV - Profissão docente Aula 17

O professor e a cidade educadora
Professora Rosa Iavelberg - Usp

A discussão que se propõe nessa aula é a de como podemos utilizar a própria cidade como meio para desenvolver uma aprendizagem significativa. Uma aprendizagem que transforme o espaço extraclasse em instrumento de educação e de apropriação dos espaços públicos pelos estudantes e pelos professores.

O interessante dessa proposta é fazer o aluno perceber o seu entorno e as possibilidades de explorar curiosamente o que existe em sua cidade, seu bairro e até ao redor de sua escola como parte da compreensão do mundo, como forma de integração a ele de modo consciente e critíco.

Perceber as relações sociais pelos edifícios, pelos monumentos, pelos diversos espaços de convivência e moradia, as inflluências culturais que a sua cidade, o seu país e ele próprio recebeu e sequer percebia.

Como disse Iavelberg, o "papel da educação escolar é trazer para a escola esses equipamentos e objetos para expandir o universo cultural dos alunos", utilizá-los como conteúdos escolares.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 14

Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente
Professora Silvia Colello - Feusp

O interessante dessa aula foi a discussão sobre três mitos que estão presentes na educação brasileira:
1. A aprendizagem é consequência do ensino (como se o aluno fosse um "balde vazio" a ser preenchido).
2. A aprendizagem se faz em etapas que podem ser controladas pelo ensino linear, cumulativo, fragmentado e inflexível (como se fossêmos subir os degraus de uma escada).
3. Aprender é diferente de usar o conhecimento.

Nesse sentido, as teorias desenvolvidas por Piaget e Vygotski, ajudaram muito a compreensão do processo de ensino e aprendizagem e, consequentemente, a desvelar os mitos acima. Perceber a importância das relações sociais, de como a pessoa interage com as pessoas, objetos e lugares, é o centro para saber como se aprende e como desenvolver a aprendizagem.

Assim como Colello, consideramos que a aprendizagem não pode seguir caminhos fixos, fontes únicas de informação, a construção da aprendizagem deve ocorrer "a partir de experiências vividas sob a forma de um processo complexo e multifacetado" (Colello). Mai importante do que dar as respostas corretas, é saber oferecer o estímulo de perguntas que levem a uma busca pelo conhecimento como algo que se queira, que se deseje. Mostrar como questionar a realidade, a informação encontrada é mais importante para o desenvolvimento da pessoa do que dar as respostas prontas como aparecem ao final dos manuais dos professores.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 13

A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor
Professora: Silvia Colello - Feusp

A professora Colello inicia demonstrando como as diversas avaliações externas indicam o fracasso existente no sistema público brasileiro. Mas a questão central é saber e commpreender o  por quê disso. E as respostas mais comuns são diversas: família desestruturada, condições sócioeconômicas, crise de valores, professores incompetentes e desanimados etc...

Desse modo, a questão torna-se uma verdadeira "caça às bruxas" que não ajuda a encontrar as soluções necessárias. De acordo com Colello, precisamos inicialmente compreender as relações que envolvem o processo: aluno - mundo, mundo - escola, escola - aluno.

Trazer significado para o conhecimento com o qual o aluno deve se relacionar na escola, é tarefa do professor. Resgatar o valor dos saberes diante de um mundo no qual tudo é consumido superficialmente e descartado é a perspectiva de uma escola que sabe dialogar e se relacionar com a vida presente.

Módulo IV - Profissão docente - Aula 10

A relação entre professor e aluno
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho

Essa aula discute como as relações escolares podem ser destrutivas ou construtivas de acordo com o modo como as relações humanas se estabelecem nesse espaço. Através dos conceitos de experiências reversíveis, de encontro e objeto ambital, retirados de Alfonso Lópes Quintás (2005), Perissé fala sobre como a escola pode se transformar num espaço de desenvolvimento humano criativo e saudável.

Afirma que as experiências e as relações escolares podem deixar de ser um "campo de guerra" onde o conhecimento não se relaciona de fato com as práticas efetivas. O professor pode se tornar um ser ambital para o seu aluno e vice-versa, possibilitando o encontro que traz um enriquecimento cultural e humano.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 9

Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas
Professora Silvia Colello - USP

O objetivo dessa aula é compreender e discutir as grandes tendências do ensino, discussão fundamental quando pretendemos discutir o como o professor se prepara para a sua prática. É nesse ponto inicial que Colello levanta o problema dessa temática: "o risco é o professor preparar suas aulas sem pensar sobre ela num âmbito maior, seus fundamentos".

De acordo com a professora, não podemos limitar a aula, ou melhor, a sua preparação, à sua superfície imediata. Quando o professor decide o quê e como desenvolver um tema, ele está automaticamente tomando decisões fundamentadas, ainda que ele próprio não tenha consciência de que fundamentações são essas. Esse processo determina como o aluno vai aprender e desenvolver-se na educação escolar, define nesse aspecto, que tipo de pessoa pretende-se formar para a sociedade.

Nenhuma prática humana é neutra, sempre que fazemos algo, há uma intencionalidade, há escolhas feitas, critérios utilizados, há uma visão de mundo. Com a prática pedagógica ocorre a mesma coisa. Assim, Colello cita uma frase de Paulo Freire que representa muito bem essa ideia:"A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática".

É nesse sentido que Colello sintetiza para essa discussão, as principais concepções de educação que circulam atualmente na prática docente.

1. Concepção pedagógica baseada no "fixismo":

Concepção de que nada muda nem vai mudar. Essa visão produz a ideia do essencialismo, ou seja, o ser humano possui uma essência natural que não muda. Duas posições pedagógicas se desenvolvem a partir daqui:
           a. o inatismo - defende que ao nascer, a pessoa já tem em si o que vai ser. "a pessoa já nasce pré-programada, suas potencialidades só precisam ser reveladas, o conhecimento é um dom e o professor é um facilitador" desse processo.
          b. empirismo - defende que o ser humano é um recipiente vazio que será preenchido ao longo da vida. Nessa concepção, a escola e o professor são os detentores do saber que deve ser transmitido aos alunos.

2. Concepção pedagógica baseada no "transformismo":

Concepção de que o mundo está em permanente mudança e o ser humano se constitui na relação com os outros e com o mundo. Dessa compreensão desenvolveram-se duas teorias pedagógicas:
          a. o construtivismo
          b. o socioconstrutivismo

As duas teorias partem da compreensão de que as pessoas aprendem na relação com os outros de modo ativo e consciente. Desse modo, o foco da ação pedagógica passa a ser na aprendizagem e no aluno.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 06

O professor e a diversidade cultural na sala de aula
Professora Rosa Iavelberg - USP

A importância do trabalho com arte na sala de aula é possibilidade de explorar e trazer para o seu cotidiano e currículo a diversidade cultural que o aluno traz de suas vivências. E na escola, esse aspecto pode ser desenvolvido com uma infinidade de temas transversais que também se expressam nessa arte e cultura.

Nesse trabalho, podemos trabalhar uma formação mais humana no respeito ao direito de livre expressão dos povos. Assim:
1. ensinar a diversidade entre as culturas e sua valorização;
2. discutir e refletir a arte e a cultura como um fazer em transformação;
3. analisar como as artes expressam a história dos povos em seus diferentes momentos;
4. possibilitar a fruição artística, a ampliação da visão de mundo do aluno;
5. estimular e possibilitar a produção autoral do aluno.

Na educação multicultural aponta-se ainda:

1. ensino de culturas que não sejam apenas os da cultura dominante;
2. ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo;
3. ênfase nas relações individuo - grupo em diferentes culturas;
4. ênfase na promoção do pluralismo na diversidade cultural.

Iavelberg ainda enfatiza a necessidade de destacar as diversas influências culturais nas várias manifestações de arte, música, lendas, artes plásticas etc.

Aproximar o aluno dessas expressões da arte humana oferece uma formação como pessoa que se relaciona positivamente com as diferentes culturas e povos, como parte da sua constituição e de sua história.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 05

O papel do professor na mediação cultural
Professora Rosa Iavelberg - USP

Para a professora Iavelberg a escola tem um papel fundamental na desmistificação da arte como um objeto ou uma produção acessível a poucos, deve desconstruir a arte como um conhecimento distante do cotidiano e promover a consciência sobre o seu valor na sociedade e na vida dos individuos.

É nesse processo que o papel do professor adquire grande relevância, pois é ele que vai aproximar o aluno da arte e de seus autores. É o professor que pode, em seu trabalho, tornar a arte em algo natural para o aluno, valorizá-la em sua vida cotidiana, apresentá-la como parte de sua história, de sua comunidade, de seu país e, que desse modo, expressa o modo de vida de uma época. Valorizando inclusive a arte e a cultura que traz consigo como expressão da subjetividade de sua comunidade, Nesse contexto, o aluno poderá ser estimulado a produzir e a expressar-se artíticamente, interpretar, refletir e apreciar obras de arte.

Com essa perspectiva cabe ao professor:
1. selecionar arte de qualidade para o aluno apreciar, pensar, refletir.
2. selecionar conteúdos sobre arte e que de alguma forma com ela se relaciona.
3. desenvolver o protagonismo do aluno (valorizar a sua criação).
4. professor deve ser competente em conhecimentos teóricos, visitante de mostras artisticas e ser produtor de arte.

É com essas características que o professor estabelecerá um diálogo entre a produção artística da criança e a arte adulta, não como uma cópia, mas estimulando a criança a resignificar a arte do adulto, valorizando suas releituras, leituras e suas produções como autor.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 02

A ação educativa ao longo da trajetória escolar
Professora Silvia Colello - FEUSP

Ao longo da trajetória escolar ocorrem diversos tipos de ações e projetos interessantes que vão além do ensino. No entanto, ocorrem geralmente de modo individualizado, espontâneo, sem relação com a coletividade que compõe a escola e sem um norte claro.

Assim, para elaborar um trabalho que afete a formação do estudante, cabe perguntar: O que significa a escola para o aluno?

A professora Colello levanta essa questão nos vários momentos da formação escolar do aluno:

1. Na educação Infantil:
          Predomina a esfera afetiva, funcional, cognitiva, linguística e de ajuste pessoal do aluno. A escola deve ampliar seus saberes, sua linguagem, suas relações e referências. Seu papel educativo é o de institucionalização, ou seja, mostrar o que é a escola, seus espaços e sua hierarquia.

2. Na educação Fundamental I
          A escola passa a ser o espaço do aprender. O aluno vai construir um auto-conceito acadêmico e levantar as suas dificuldades na relação com os diversos saberes que está a aprender, desenvolverá uma autonomia, vai lidar com suas dificuldades e estabelecerá novas formas de convivência social. Ele já percebe a escola como um ambiente plural e aprende a colaborar com o coletivo. O papel institucional da escola será o de mostrar o que ela própria é, seus espaços e sua hierarquia. A escola deve fortalecer a relação do aluno com a escola e seu vínculo com o saber.

3. Na educação Fundamental II
          A escola passa a ser um entre tantos outros espaços de vivência do aluno que entra na fase da adolescência. A escola passa a competir co outros espaços e instrumentos de relação social, afetiva, de relação com o conhecimento e a informação.

4. No ensino médio
          Há um reconhecimento da escola e uma disponibilidade para investir na aprendizagem. O aluno pensa no seu futuro e na utilidade e necessidade dos saberes que a escola oferece. É um momento de muitas mudanças e tomadas de decisão, crises, projetos de vida, opção profissional, autoafirmação de identidades e valores.

Assim, Colello finaliza dizendo que ao longo da trajetória escolar a educação adquire para o aluno diferentes interesses e ênfases. Para fazer as intervenções adequadas a aprendizagem, o professor deve acompanhar esse processo, conhecê-lo e respeitá-lo.

Módulo IV - Profissão Docente - Aula 01

O papel do Professor: Instruir ou Educar
Profª Silvia Colello - FEUSP

Em cada época, a escola e seus sujeitos se inserem num contexto de relações sociais e culturais que exigem posturas adequadas ao momento. Atualmente, surgem para os professores cobranças de atitudes e de comprometimento sobre questões que, para ele, não teriam a ver diretamente com o seu trabalho. O trabalho de instruir. Por outro lado, sobre os alunos, também recai uma série de exigências e posturas que em outros momentos da história da educação, não eram parte de sua vivência escolar. Os alunos devem responder a questões que vão além da pura aprendizagem: ser criativo, responsável, consciente, competente, autônomo, tolerante, são posturas que ele deve desenvolver e a escola o cobra quanto a isso. Como ele aprende tudo isso? Quem o leva a aprender a ser a pessoa que a sociedade atual exige ou a buscar esses comportamentos?

Os estudantes ainda vivem num mundo sofrendo diversos tipos de ameaças que se expressam nas relações escolares como violência, gravidez precoce, aborto, intolerância, drogas, dst's etc. Com quem e como eles aprenderão a se prevenir contra tais situações?

O mundo contemporâneo coloca essa complexidade de questões e situações para jovens e adultos, estudantes e professores. E não há como não enfrentar esse contexto, e trazê-lo para a sala de aula é um recurso para que a novas gerações possam se formar como sujeitos de direitos e deveres uns com relação aos outros.

Nesse sentido, o papel do professor é muito mais amplo que o de instruir. Educar deve ser o elemento central no contexto contemporâneo. A questão é: como combinar e conciliar esses dois pólos da escola sem dicotomizá-los?

A professora Silvia Colello, partindo das ideias de Cesar Coll, afirma que a instrução deve se submeter à educação. Seria a forma para não se limitar a uma escola que pensa ser exclusivamente transmissora de conhecimentos, conteudista. Quando a escola submete o ensino à educação, todos os saberes se justificam por um projeto educativo maior, pensa-se cada conhecimento para a vida da pessoa em seu processo de humanização.

O papel do professor é o de construir os caminhos que possibilitem essas relações. Daí a importância da construção coletiva de um Projeto Político Pedagógico que norteie esse caminho, que indique os caminhos no cotidiano das relações escolares.