sexta-feira, 4 de maio de 2012

Módulo III - Convivência Democrática na Educação - Aula 23

Relações Sociais de Gênero: Um Direito e uma Categoria em Análise
Profª Claudia Vianna - FEUSP

A luta pelos direitos das mulheres ainda é um problema em todas as partes do mundo. Nas imagens ao lado, podemos ver Margarida Maria Alves, sindicalista assassinada a mando de fazendeiros em 1983, em Alagoas; depois uma mulher sendo enterrada no Afeganistão para a execução de sua pena de morte; e as cruzes da cidade de Juarez, no México, onde milhares de mulheres já foram estupradas e assassinadas sem que ninguém fosse investigado ou preso. Todas combinam o fato de serem da classe trabalhadora, no Afeganistão, aliás, sequer o direito ao trabalho remunerado as mulheres podiam praticar no governo do Talebã.

 O movimento feminista de massa passou por dois momentos importantes na história contemporânea:
1ª onda - envolveu basicamente a classe média que lutou principalmente pelo direito ao voto.
2ª onda - foi o aprofundamento das questões sociais e políticas contra o patriarcado e o modelo de relação entre homens e mulheres.
No Brasil, com a luta pela redemocratização, as mulheres também foram à luta pelas questões gerais e específicos de sua condição. Muitas organizações feministas surgiram na década de 1980 e 1990.

Mas questão do machismo é desigual também entre as mulheres. Mulheres trabalhadoras sofrem muito mais com essa opressão porque ela está vinculada à exploração do seu trabalho. Há uma hierarquia na relação entre homens  e mulheres e que também se subordina às necessidades de exploração dos trabalhadores. Assim as mulheres ainda acumulam dupla jornada, os homens ainda "ajudam" no trabalho doméstico, seu trabalho é sempre considerado inferior ou menos importante etc...
 É com os estudos e as discussões sobre a questão da mulher que chega-se a ampliar a discussão para a questão da sexualidade em geral. Assim, incorpora-se ao debate e à luta contra a opressão e o preconceito, a situação dos GLBTs.
Estudos importantes, como o de Margareth Mead, antropóloga, desmitificam a condição da mulher e do homem como algo natural. E começa-se a ter consciência de que nossos comportamentos são parte da construção social e histórica da humanidade em cada época. E o que se construiu, pode-se desconstruir e reconstruir de modo diferente: mais igualitário, mais justo, mais humano.

A escola em geral, e o professor em particular, continua reproduzindo e naturalizando em seus discursos e nas relações sociais, o padrão dominante, mantendo e ensinando as relações de poder hierarquizadas entre homens e mulheres no cotidiano. Reproduzindo aquilo que mantém mais da metade da população brasileira, numa condição de desigualdade. 
 








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