Professora Ana Maria Klein - Unesp
Como em aulas anteriores reafirma-se o ano de 1948 como um dos maiores marcos no processo de sistematização dos direitos humanos no mundo. No entanto, é apenas na década de 1990 que inicia-se uma implementação mais efetiva daquilo que já havia sido formalizado em muitos documentos de referências.
No Brasil, foi o Programa Nacional que ofereceu orientações de como desenvolver a educação em direitos humanos, o que firmava o compromisso do país com esse processo. Em elaboração ainda temos as Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos Humanos que estabelecerá a obrigatoriedade do tema na educação escolar em suas diversas dimensões:
- Conhecimentos Históricos - Para c
ompreender o que são os direitos humanos, as pessoas devem compreender como surgiram, de que necessidades surgiram, de quais processos sociais e históricos, enfim, como se desenvolveram com o próprio desenvolvimento da pessoa humana. - Valores - É necessário construir a idéia dos valores como necessidades concretas das pessoas, e não como conceitos abstratos. Aprender a democracia, a liberdade, igualdade, equidade, justiça, participação, inclusão, diversidade etc., vivenciando experiências práticas que demontrem como esses
valores são fundamentais à vida humana. Não basta explicar na teoria, senão, corremos o risco demonstrado pelo quadrinho ao lado, no qual o personagem "Manolito" não compreende que os valores morais, éticos e humanos são o que temos de mais importante e funcional para a vida humana se realizar. - Processos metodológicos - O estudante é o sujeito político central dessa aprendizagem, ele tem de ser o protagonista.
Não há uma visão única sobre o que são os direitos humanos, a compreensão de cada um depende do lugar e da posição social que ocupa na sociedade. Por isso a importância de partir da realidade do aluno e de problematizá-la, frente a outras realidades e outras visões sobre aquela condição e outras.

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