Como vem sendo organizada a educação especial no país?
Professora Ana Paula Lodi - Usp/Ribeirão Preto
A organização da educação especial no Brasil se inicia oficialmente a partir de meados do século XIX com instituições especializadas na educação de surdos-mudos (1857) e de cegos (1854). A partir desse processo inicial, essas instituições "vieram transformando as formas de atendimento seguindo o modelo francês de escolas residenciais e formação profissionalizante", como apresenta Lodi. No entanto, a questão da deficiência mental ainda ficava restrita aos asilos e manicômios, numa perspectiva de proteção ligada à saúde pública mas que, acabava por excluir essas pessoas de qualquer desenvolvimento.
Nas décadas de 1950 e 60, serviços e instituições vão se desenvolvendo num processo bastante contraditório. Ao mesmo tempo em que aumentam o atendimento e avançam com as perspectivas de desenvolvimento, ainda estão muito vinculadas ao olhar da saúde, nivelam os estímulos de aprendizagem muito abaixo do que seria numa escola regular, e não são escolas reconhecidas formalmente, privando os alunos de qualquer tipo de certificação ou profissionalização.
As políticas de inclusão e educação para todos ganham força principalmente na entrada no século XXI. Assim, a escola regular entra num novo momento de sua história junto com a educação para alunos com necessidades educacionais especiais. Passa a ser o seu dever adaptar-se a essas necessidades para que todas as pessoas tenham repespeitados os seus direitos de acesso e permanência à escolarização formal, sem discriminação e com a mesma qualidade.
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