Professor autor
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
O professor que pensa, forma um aluno que pensa, ou pelo menos, espera-se que sua prática favorecerá melhor esse objetivo, pois o "professor se torna uma leitura para o seu aluno".
Apesar do discurso politicamente correto de que o professor deve formar um aluno critíco, reflexivo e autônomo, o comum na escola, é exigir o oposto dos seus próprios professores. O interessante nesse curso é que falou-se muito sobre o papel do professor, mas aqui, acrescentou-se uma outra questão importante: o papel da gestão e coordenação sobre o trabalho docente.
Exige-se do professor uma postura inversa à que ele deve construir com os seus alunos. Nesse sentido, à questão da formação docente deve-se acrescentar a formação do gestor e da coordenação, que esperam obediência sem construção dialógica, sem democracia, sem questionamentos.
Como criar novos âmbitos significativos para a construção de conhecimento com os alunos se, por exemplo, o professor deve ser um mero executor dos materiais que vêm prontos do governo. Como pensar na formação autoral do aluno se ao professor esse mesmo processo é negado? Como ser um exemplo positivo para os alunos se o professor só deve obedecer sem refletir e pensar?
A gestão da escola e a coordenação também devem procurar estimular o trabalho docente com desafios, com liberdade e autonomia no trabalho. Estimular o trabalho docente a ser menos reprodutivo, a produzir o seu estilo de trabalho, a utilizar e interagir com as inovações tecnológicas para ir além dos materiais tradicionais. Esse é um processo de superação de dificuldades e preconceitos dos professores com o mundo que hoje é parte constituinte da vida dos alunos. É tarefa da escola educar com o uso da web e educar o uso que se faz da web estimulando a autoria e a reflexão dos alunos e dos professores.
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