quinta-feira, 5 de julho de 2012

Módulo IV - Educação Especial - Aula 08

Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação
Professora Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto

A professora Amorim rompendo uma visão erronêa sobre a questão das necessidades educacionais especiais, a de que seria algo no âmbito da individualidade ou como uma mera imposição do governo. A participação das pessoas que possuem alguma deficiência na vida escolar, é uma reivindicação de um setor enorme da população que já dura décadas. O que se reivindica é o direito à educação que tem sido negado a milhares de pessoas.

Temos uma longa trajetória de luta que vai desde o surgimento das primeiras instituições especializadas e voltadas para o atendimento a esses setores, até hoje, momento no qual já existe toda uma legislação que os integra à vivência e à aprendizagem escolar. Amorim faz um breve histórico que nos leva a perceber esse processo a partir da história do Brasil, integrado ao contexto internacional. Cabe destacar que o pós-Segunda Guerra Mundial é um marco importante nesse processo, assim como, a elevação da educação como um direito para todos em 1999.

As questões pedagógicas foram se tornando cada vez mais importantes com o avanço das reivindicações e o surgimento de instituições especializadas. A questão central agora é a de como ensinar e levar ao aprendizado essas pessoas. A formação de professores para atender esse público, a pesquisa, o treinamento, o material pedagógico, o planejamento, avaliação, acompanhamento, foram discussões que se tornaram fundamentais e levou à criação, em 1973, do CENESP (Centro Nacional de Educação Especial).

Na década de 1990, avança-se para a vinculação entre a educação e a educação especial, inclusive com o direcionamento de verbas. Com a Declaração de Salamanca, em 1994, definiu-se como prioridade a busca pela equalização de oportunidades para as pessoas com deficiência e a pedagogia passa a ser centrada na pessoa, ela é que deve adaptar-se às especificidades dos estudantes e não o contrário.


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