Ética e valores na ação educativa
Profª Kátia Amorim - Usp/ Ribeirão Preto
A exclusão é parte de um processo histórico mais amplo das relações sociais e do desenvolvimento da educação. Podemos resgatar a época da história antiga na qual as crianças nascidas e consideradas com alguma imperfeição eram assassinadas como algo correto e aceito por quase toda a comunidade. Na idade média, a existência de qualquer tipo de deficiência era demonizado ou vinculada à bruxaria. Atualmente, podemos perceber que muitas vezes se trata a pessoa com deficiência como se não fosse capaz de mais nada, como se fosse uma doença e não como uma pessoa que tem direitos a serem garantidos.
No caso da educação, podemos recordar as revoluções que mudaram os seus paradigmas num processo de ampliação dos setores que acessam a escolarização.
Na terceira revolução educacional ocorre uma mudança de qualidade no sentido de universalização do acesso ao ensino escolar. No entanto, a lógica é a da homogeneização apesar da diversidade e necessidades que participam da vivência escolar.
Os alunos com necessidades especiais entram nessa escola e suas especificidades não são respeitadas:
1. deficiência mental
2. dificuldades para ler, escrever e contar
3. surdos que usam a língua de sinais
4. cegos que usam o braille
5. deficiente físico etc.
Entre tantas especificidades a escola não se preocupava, e a maioria ainda não se preocupa como o filme acima vai nos mostrar, em ter materiais ou espaços adequados, sequer um ambiente de tolerância. Às vezes, a atuação de um profissional pode mudar totalmente a vida de alunos que, do contrário, estariam sempre estigmatizados e discriminados por todos ao seu redor, em casa, na escola e na vida. Atualmente, existe uma política pública que procura modificar o quadro acima com uma proposta que trabalhe a solidariedade e a compreensão das necessidades especiais tanto com relação aos professores, quanto ao conjunto dos alunos.
O objetivo dessa política não é o de socialização, mas o de integrar o aluno com necessidade especial ao processo de aprendizagem. O conflito é inerente a esse contexto escolar, e o que tem ocorrido na maioria absoluta das vezes, é uma inclusão perversa: o aluno com necessidade educacional especial está na sala de aula, mas não integrado ao processo que nela se desenvolve.
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