A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano - Aula 20
Professora Kátia de Souza Amorim - Usp
Para superar uma visão e uma relação estigmatizada com o aluno com necessidades educacionais especiais, é pressuposto que o professor acredite no desenvolvimento do aluno. Saber que todas as pessoas estão em desenvolvimento e possuem o seu próprio processo de aprendizagem.
Para tanto, a escola e os seus professores devem conhecer o aluno, saber o contexto de sua vida, de suas relações sociais com a família, com os colegas, com a sociedade em geral. Uma pessoa é um complexo de relações que ela estabelece com todos e com tudo o que há ao seu redor e, sem se propor a compreender isso, o professor se fecha nos velhos estigmas e preconceitos que interditam as possibilidades de crescimento intelectual e humano de quem está sob a sua responsabilidade no processo de aprendizagem.
O professor não pode estar sozinho - parte I - Aula 27
Professora Cláudia Yazlle - Cindedi
Nessa aula a professora Yazlle apresenta a complexidade das relações e pontos de vistas que envolvem o processo de inclusão e aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. Cada sujeito envolvido nesse contexto, que está direta ou indiretamente, vinculado a esta situação, traz um ponto de vista, perspectivas e dúvidas que deveriam ser partilhadas em algum momento.
Pais, alunos com necessidades especiais ou não, professores, diretores, coordenadores, profissionais da escola e da saúde, todos, em alguma medida, têm uma contribuição possível. E, apesar de visões distintas, medos e dúvidas sobre a questão da inclusão, têm um objetivo comum que deve ser o norte desse processo: o desenvolvimento do aluno (seja ele quem for) como pessoa plena de direitos, sujeito ativo na busca de sua aprendizagem, de seus sonhos e de seus projetos de vida.
Levar em consideração o que cada elemento pode ter de específico (pais, alunos, professores, profissionais da saúde, diretores, coordenadores etc.) é uma forma de aproveitar as contribuições possíveis e importantes nesse processo no qual todos estão aprendendo. Aprendendo a trabalhar diferente, a conviver com o diferente, a ensinar a diferença de modo positivo, a romper os muros da escola com essa perspectiva. É um caminho iniciado, difícil e o professor não pode estar sozinho.
O professor não pode estar sozinho - parte II - Aula 28
Professora Jaqueline Amorim - Cindedi
Foi com a perspectiva da aula anterior, que a professora Amorim, destacou o papel importante da Contituição de 1988 na questão da "igualdade de condições para acesso e permanência na escola como um direito de todos". Quando os alunos NEE's passam a ser integrados em número cada vez maior, isso traz para a escola novos modos de aprender e de comportar-se. No entanto, o professor continua com as mesmas condições de trabalho, as mesmas formas de preparar as aulas, com uma quantidade de alunos superior à ideal para um atendimento adequado de cada um, a mesma visão tradicional de ver os alunos de modo homogeneizador.
Tudo isso traz uma grande frustração para o docente e para o discente. Pois, se o professor entra na sala esperando um tipo de aluno que aprende como o modo que ele prédetermina, o aluno também se frustra porque pensa que vai ter uma aula que o agrade e o estímule. Ocorre uma culpabilização do aluno e do professor por parte da gestão e da sociedade em geral.
Quando o professor procura ajuda no resto da equipe escolar e não a encontra, chega à conclusão de que a escola chegou ao seu limite e se justifica com isso. Novamente professor e aluno são culpabilizados e vistos como incapazes.
A escola deve se organizar para atender o conjunto dos alunos com todas as diferenças que possam trazer. Atuar de modo interdisciplinar, num caminho que explicite as dificuldades sem limitar as possibilidades de desenvolvimento individual, que sirva de instrumento para nortear e estimular ações que desenvolvam as potencialidades dos alunos sem estigmatizá-los. Nesse caminho o professor tem de ser parte de uma equipe escolar comprometida com esse processo, de uma equipe que não se restringe mais aos profissionais da escola, mas também aos setores da saúde e da assistência social.
Nesse processo o papel do professor e as necessidades dos alunos devem ser revistas e recolocadas em toda a complexidade que a nossa sociedade exige.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Módulo IV - Educação especial - Aula 19
O todo pela parte: a questão do estigma
Professora Ticiana Melo de Sá Roriz - Usp/Ribeirão Preto
Uma das questões que mais dificulta a integração efetiva e a aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais, é a questão do ser estigmatizado. Numa sociedade que define padrões de aparência física, de comportamentos, de vestuário, enfim, que valoriza certos atributos em detrimento de outros, todo aquele que foge a esse padrão, se vê marcado como "um diferente" em posição de inferioridade.
Numa sociedade que preza pelo consumo exacerbado, que não valoriza o fato de que sempre podemos aprender com o outro, de que estamos num processo interminável de formação e que hierarquiza a diferença produzindo desigualdade; impede que diversas possibilidades de aprendizagem e crescimento humano aconteçam.
A estigmatização das pessoas que fogem ao padrão estabelecido, é fruto de uma sociedade que ainda está calcada na ignorância e num preconceito que impede a aceitação social de milhões de pessoas. Às vezes, até sem a intenção de ser preconceituoso a pessoa acaba reproduzindo uma relação hierarquizada com o NE. No caso do professor, a tarefa de repensar e se corrigir diante desse contexto, é fundamental para garantir as possibilidades de aprendizagem e crescimento desses alunos. Não transferir UMA deficiência para toda a pessoa, tratando-a como incapaz de aprender qualquer coisa. O aluno NE, é um aluno, e como tal, está na escola com o mesmo objetivo de todos os outros e de seus pais: formar-se através dos conhecimentos e da convivência escolares.
Professora Ticiana Melo de Sá Roriz - Usp/Ribeirão Preto
Uma das questões que mais dificulta a integração efetiva e a aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais, é a questão do ser estigmatizado. Numa sociedade que define padrões de aparência física, de comportamentos, de vestuário, enfim, que valoriza certos atributos em detrimento de outros, todo aquele que foge a esse padrão, se vê marcado como "um diferente" em posição de inferioridade.
Numa sociedade que preza pelo consumo exacerbado, que não valoriza o fato de que sempre podemos aprender com o outro, de que estamos num processo interminável de formação e que hierarquiza a diferença produzindo desigualdade; impede que diversas possibilidades de aprendizagem e crescimento humano aconteçam.
A estigmatização das pessoas que fogem ao padrão estabelecido, é fruto de uma sociedade que ainda está calcada na ignorância e num preconceito que impede a aceitação social de milhões de pessoas. Às vezes, até sem a intenção de ser preconceituoso a pessoa acaba reproduzindo uma relação hierarquizada com o NE. No caso do professor, a tarefa de repensar e se corrigir diante desse contexto, é fundamental para garantir as possibilidades de aprendizagem e crescimento desses alunos. Não transferir UMA deficiência para toda a pessoa, tratando-a como incapaz de aprender qualquer coisa. O aluno NE, é um aluno, e como tal, está na escola com o mesmo objetivo de todos os outros e de seus pais: formar-se através dos conhecimentos e da convivência escolares.
Módulo IV - Educação especial - Aula 16
Trajetórias escolares de deficientes e a eja: A questão do fracasso escolar
Professora Lucia Tinós
A própria questão da existência de alunos com necessidades educacionais especiais, nos remete ao fato de que eles provavelmente já passaram pelo ensino regular e lá, não conseguiram permanecer.
Um dos grandes problemas é que o registro sobre esses alunos é ainda muito precário. Desde a questão do próprio diagnóstico até a questão sobre o desenvolvimento do seu processo de aprendizagem.
Outra questão importante que leva os alunos a procurar a Eja é a questão da certificação e da preparação para o trabalho, já que as escolas especiais não o fazem. Nesse sentido, é fundamental levar em consideração as possibilidades de aprendizagem, os projetos e os sonhos desses alunos.
Professora Lucia Tinós
A própria questão da existência de alunos com necessidades educacionais especiais, nos remete ao fato de que eles provavelmente já passaram pelo ensino regular e lá, não conseguiram permanecer.
Um dos grandes problemas é que o registro sobre esses alunos é ainda muito precário. Desde a questão do próprio diagnóstico até a questão sobre o desenvolvimento do seu processo de aprendizagem.
Outra questão importante que leva os alunos a procurar a Eja é a questão da certificação e da preparação para o trabalho, já que as escolas especiais não o fazem. Nesse sentido, é fundamental levar em consideração as possibilidades de aprendizagem, os projetos e os sonhos desses alunos.
Módulo IV - Educação especial - Aula 15
Dados da Educação Especial no País
Professora Kátia de Souza Amorim - Usp/Ribeirão Preto
Os dados do Mec demonstram que o número de matrículas aumentaram no ensino regular. Os alunos com necessidades educacionais especiais têm procurado mais as escolas regulares que as escolas especiais.
Percebemos que há um avanço no sentido da integração e do acesso ao ensino regular, mas ainda existe o desafio de garantir o processo de aprendizagem no cotidiano. A ausência do registro sobre o que é feito ou não, como é feito, ou quais os problemas enfrentados para se garantir o direito a aprendizagem desses alunos, ou mesmo, sobre quem são esses alunos e qual é o seu diagnóstico, dificulta a elaboração de soluções e intervenções que auxiliem esse processo.
Também é necessário perceber que apesar do avanço no acesso, no decorrer da escolarização há o problema da permanência dos alunos com necessidades especiais na escola regular, há ainda uma descontinuidade que impede a efetivação do direito à aprendizagem, da integração dessas pessoas não apenas ao conhecimento escolar sistematizado, mas a sua integração social e profissional no futuro.
Esse é um desafio para alcançarmos uma escola realmente para todos.
Professora Kátia de Souza Amorim - Usp/Ribeirão Preto
Os dados do Mec demonstram que o número de matrículas aumentaram no ensino regular. Os alunos com necessidades educacionais especiais têm procurado mais as escolas regulares que as escolas especiais.
Percebemos que há um avanço no sentido da integração e do acesso ao ensino regular, mas ainda existe o desafio de garantir o processo de aprendizagem no cotidiano. A ausência do registro sobre o que é feito ou não, como é feito, ou quais os problemas enfrentados para se garantir o direito a aprendizagem desses alunos, ou mesmo, sobre quem são esses alunos e qual é o seu diagnóstico, dificulta a elaboração de soluções e intervenções que auxiliem esse processo.
Também é necessário perceber que apesar do avanço no acesso, no decorrer da escolarização há o problema da permanência dos alunos com necessidades especiais na escola regular, há ainda uma descontinuidade que impede a efetivação do direito à aprendizagem, da integração dessas pessoas não apenas ao conhecimento escolar sistematizado, mas a sua integração social e profissional no futuro.
Esse é um desafio para alcançarmos uma escola realmente para todos.
Módulo IV - Educação especial - Aula 12
Como vem sendo organizada a educação especial no país?
Professora Ana Paula Lodi - Usp/Ribeirão Preto
A organização da educação especial no Brasil se inicia oficialmente a partir de meados do século XIX com instituições especializadas na educação de surdos-mudos (1857) e de cegos (1854). A partir desse processo inicial, essas instituições "vieram transformando as formas de atendimento seguindo o modelo francês de escolas residenciais e formação profissionalizante", como apresenta Lodi. No entanto, a questão da deficiência mental ainda ficava restrita aos asilos e manicômios, numa perspectiva de proteção ligada à saúde pública mas que, acabava por excluir essas pessoas de qualquer desenvolvimento.
Nas décadas de 1950 e 60, serviços e instituições vão se desenvolvendo num processo bastante contraditório. Ao mesmo tempo em que aumentam o atendimento e avançam com as perspectivas de desenvolvimento, ainda estão muito vinculadas ao olhar da saúde, nivelam os estímulos de aprendizagem muito abaixo do que seria numa escola regular, e não são escolas reconhecidas formalmente, privando os alunos de qualquer tipo de certificação ou profissionalização.
As políticas de inclusão e educação para todos ganham força principalmente na entrada no século XXI. Assim, a escola regular entra num novo momento de sua história junto com a educação para alunos com necessidades educacionais especiais. Passa a ser o seu dever adaptar-se a essas necessidades para que todas as pessoas tenham repespeitados os seus direitos de acesso e permanência à escolarização formal, sem discriminação e com a mesma qualidade.
Professora Ana Paula Lodi - Usp/Ribeirão Preto
A organização da educação especial no Brasil se inicia oficialmente a partir de meados do século XIX com instituições especializadas na educação de surdos-mudos (1857) e de cegos (1854). A partir desse processo inicial, essas instituições "vieram transformando as formas de atendimento seguindo o modelo francês de escolas residenciais e formação profissionalizante", como apresenta Lodi. No entanto, a questão da deficiência mental ainda ficava restrita aos asilos e manicômios, numa perspectiva de proteção ligada à saúde pública mas que, acabava por excluir essas pessoas de qualquer desenvolvimento.
Nas décadas de 1950 e 60, serviços e instituições vão se desenvolvendo num processo bastante contraditório. Ao mesmo tempo em que aumentam o atendimento e avançam com as perspectivas de desenvolvimento, ainda estão muito vinculadas ao olhar da saúde, nivelam os estímulos de aprendizagem muito abaixo do que seria numa escola regular, e não são escolas reconhecidas formalmente, privando os alunos de qualquer tipo de certificação ou profissionalização.
As políticas de inclusão e educação para todos ganham força principalmente na entrada no século XXI. Assim, a escola regular entra num novo momento de sua história junto com a educação para alunos com necessidades educacionais especiais. Passa a ser o seu dever adaptar-se a essas necessidades para que todas as pessoas tenham repespeitados os seus direitos de acesso e permanência à escolarização formal, sem discriminação e com a mesma qualidade.
Módulo IV - Educação especial - Aula 11
Legislações, declarações e diretrizes - Legislação como instrumento de inclusão
Professora Lúcia Tinós - USP
Nessa aula, a professora Tinós fala sobre a importância de se conhecer, compreender e saber usar a legislação à favor do desenvolvimento do aluno com necessidade educacional especial. A escola e o professor, em especial, deve ter essa legislação como um instrumento para que garantir o direito à educação real do aluno na sala de aula.
Conhecer e compreender a legislação é uma das oportunidades para que o professor passe a uma atitude de "brigar" pelos alunos e não contra eles, como defende Tinós.
Professora Lúcia Tinós - USP
Nessa aula, a professora Tinós fala sobre a importância de se conhecer, compreender e saber usar a legislação à favor do desenvolvimento do aluno com necessidade educacional especial. A escola e o professor, em especial, deve ter essa legislação como um instrumento para que garantir o direito à educação real do aluno na sala de aula.
Conhecer e compreender a legislação é uma das oportunidades para que o professor passe a uma atitude de "brigar" pelos alunos e não contra eles, como defende Tinós.
Módulo IV - Educação Especial - Aula 08
Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação
Professora Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto
A professora Amorim rompendo uma visão erronêa sobre a questão das necessidades educacionais especiais, a de que seria algo no âmbito da individualidade ou como uma mera imposição do governo. A participação das pessoas que possuem alguma deficiência na vida escolar, é uma reivindicação de um setor enorme da população que já dura décadas. O que se reivindica é o direito à educação que tem sido negado a milhares de pessoas.
Temos uma longa trajetória de luta que vai desde o surgimento das primeiras instituições especializadas e voltadas para o atendimento a esses setores, até hoje, momento no qual já existe toda uma legislação que os integra à vivência e à aprendizagem escolar. Amorim faz um breve histórico que nos leva a perceber esse processo a partir da história do Brasil, integrado ao contexto internacional. Cabe destacar que o pós-Segunda Guerra Mundial é um marco importante nesse processo, assim como, a elevação da educação como um direito para todos em 1999.
As questões pedagógicas foram se tornando cada vez mais importantes com o avanço das reivindicações e o surgimento de instituições especializadas. A questão central agora é a de como ensinar e levar ao aprendizado essas pessoas. A formação de professores para atender esse público, a pesquisa, o treinamento, o material pedagógico, o planejamento, avaliação, acompanhamento, foram discussões que se tornaram fundamentais e levou à criação, em 1973, do CENESP (Centro Nacional de Educação Especial).
Na década de 1990, avança-se para a vinculação entre a educação e a educação especial, inclusive com o direcionamento de verbas. Com a Declaração de Salamanca, em 1994, definiu-se como prioridade a busca pela equalização de oportunidades para as pessoas com deficiência e a pedagogia passa a ser centrada na pessoa, ela é que deve adaptar-se às especificidades dos estudantes e não o contrário.
Professora Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto
A professora Amorim rompendo uma visão erronêa sobre a questão das necessidades educacionais especiais, a de que seria algo no âmbito da individualidade ou como uma mera imposição do governo. A participação das pessoas que possuem alguma deficiência na vida escolar, é uma reivindicação de um setor enorme da população que já dura décadas. O que se reivindica é o direito à educação que tem sido negado a milhares de pessoas.
Temos uma longa trajetória de luta que vai desde o surgimento das primeiras instituições especializadas e voltadas para o atendimento a esses setores, até hoje, momento no qual já existe toda uma legislação que os integra à vivência e à aprendizagem escolar. Amorim faz um breve histórico que nos leva a perceber esse processo a partir da história do Brasil, integrado ao contexto internacional. Cabe destacar que o pós-Segunda Guerra Mundial é um marco importante nesse processo, assim como, a elevação da educação como um direito para todos em 1999.
As questões pedagógicas foram se tornando cada vez mais importantes com o avanço das reivindicações e o surgimento de instituições especializadas. A questão central agora é a de como ensinar e levar ao aprendizado essas pessoas. A formação de professores para atender esse público, a pesquisa, o treinamento, o material pedagógico, o planejamento, avaliação, acompanhamento, foram discussões que se tornaram fundamentais e levou à criação, em 1973, do CENESP (Centro Nacional de Educação Especial).
Na década de 1990, avança-se para a vinculação entre a educação e a educação especial, inclusive com o direcionamento de verbas. Com a Declaração de Salamanca, em 1994, definiu-se como prioridade a busca pela equalização de oportunidades para as pessoas com deficiência e a pedagogia passa a ser centrada na pessoa, ela é que deve adaptar-se às especificidades dos estudantes e não o contrário.
Módulo IV - Educação Especial - Aula 07
Crianças e jovens com necessidades educativas especiais na escola - dialética da inclusão/exclusão
Profª Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto
A questão da aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser abordada na lógica da complexidade da sociedade contemporânea, relacionando os muitos fatores que se entrelaçam nesse contexto. Assim, deve-se levar em conta:
Na maioria das vezes o professor não é nem avisado de que terá um aluno com necessidade educacional especial. Ele deve descobrir por conta própria e encontrar soluções por conta própria. Perde-se a ideia de que os alunos são dele e de toda a escola. Chega-se num processo absurdo e, nesse sentido violento, no qual todos fingem que o aluno está incluído e ninguém toma conhecimento real da pessoa que está ali, esperando para aprender alguma coisa.
Profª Kátia Amorim - Usp/Ribeirão Preto
A questão da aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser abordada na lógica da complexidade da sociedade contemporânea, relacionando os muitos fatores que se entrelaçam nesse contexto. Assim, deve-se levar em conta:
- ponto de vista da família
- ponto de vista da gestão escolar
- ponto de vista do professor
- ponto de vista do aluno
Na maioria das vezes o professor não é nem avisado de que terá um aluno com necessidade educacional especial. Ele deve descobrir por conta própria e encontrar soluções por conta própria. Perde-se a ideia de que os alunos são dele e de toda a escola. Chega-se num processo absurdo e, nesse sentido violento, no qual todos fingem que o aluno está incluído e ninguém toma conhecimento real da pessoa que está ali, esperando para aprender alguma coisa.
Módulo IV - Educação especia - Aula 04
Ética e saúde na escola: definindo alunos com necessidades especiais
Professora Lucia Tinós - Usp
A questão central dessa aula é perceber como é importante o modo como os professores recebem os alunos com necessidades educacionais especiais. Como a escola se prepara para recebê-los, como se planejam as ações pedagógicas e de acessibilidade.
Esse processo de integração ganhou força com a Conferência de Salamanca em 1994. Mas já na definição do que seria um aluno com necessidade educacional especial já podemos perceber que o processo apenas se inciou com muitos desafios a serem superados. Pois, essa definição é feita pela comparação com os alunos ditos "normais". Ou seja, NE é como apresenta a professora, o "aluno que, em comparação com os demais alunos de sua idade, tem maior dificuldade. Seja no aspecto físico, sensorial, intelectual ou social". Nesse tipo de definição, o aluno NE continua sendo visto como um problema, ou tendo problemas. Quando na verdade, a escola e o professor é que devem se adaptar para garantir o direito a aprendizagem de todos os alunos, de acordo com as necessidades específicas de cada um.
As definições sobre os diagnósticos desses alunos, ainda muito vinculados a área da saúde, são fundamentais como instrumentos de planejamento dos professores. Afinal, essas crianças, jovens e adultos, chegam à escola com a perspectiva de que vão aprender, de que tem possibilidades a alcançar e trazem consigo os sonhos e perspectivas próprios de qualquer pessoa em sua idade.
Professora Lucia Tinós - Usp
A questão central dessa aula é perceber como é importante o modo como os professores recebem os alunos com necessidades educacionais especiais. Como a escola se prepara para recebê-los, como se planejam as ações pedagógicas e de acessibilidade.
Esse processo de integração ganhou força com a Conferência de Salamanca em 1994. Mas já na definição do que seria um aluno com necessidade educacional especial já podemos perceber que o processo apenas se inciou com muitos desafios a serem superados. Pois, essa definição é feita pela comparação com os alunos ditos "normais". Ou seja, NE é como apresenta a professora, o "aluno que, em comparação com os demais alunos de sua idade, tem maior dificuldade. Seja no aspecto físico, sensorial, intelectual ou social". Nesse tipo de definição, o aluno NE continua sendo visto como um problema, ou tendo problemas. Quando na verdade, a escola e o professor é que devem se adaptar para garantir o direito a aprendizagem de todos os alunos, de acordo com as necessidades específicas de cada um.
As definições sobre os diagnósticos desses alunos, ainda muito vinculados a área da saúde, são fundamentais como instrumentos de planejamento dos professores. Afinal, essas crianças, jovens e adultos, chegam à escola com a perspectiva de que vão aprender, de que tem possibilidades a alcançar e trazem consigo os sonhos e perspectivas próprios de qualquer pessoa em sua idade.
Módulo IV - Educação Especial - Aula 03
Ética e valores na ação educativa
Profª Kátia Amorim - Usp/ Ribeirão Preto
A exclusão é parte de um processo histórico mais amplo das relações sociais e do desenvolvimento da educação. Podemos resgatar a época da história antiga na qual as crianças nascidas e consideradas com alguma imperfeição eram assassinadas como algo correto e aceito por quase toda a comunidade. Na idade média, a existência de qualquer tipo de deficiência era demonizado ou vinculada à bruxaria. Atualmente, podemos perceber que muitas vezes se trata a pessoa com deficiência como se não fosse capaz de mais nada, como se fosse uma doença e não como uma pessoa que tem direitos a serem garantidos.
No caso da educação, podemos recordar as revoluções que mudaram os seus paradigmas num processo de ampliação dos setores que acessam a escolarização.
Na terceira revolução educacional ocorre uma mudança de qualidade no sentido de universalização do acesso ao ensino escolar. No entanto, a lógica é a da homogeneização apesar da diversidade e necessidades que participam da vivência escolar.
Os alunos com necessidades especiais entram nessa escola e suas especificidades não são respeitadas:
1. deficiência mental
2. dificuldades para ler, escrever e contar
3. surdos que usam a língua de sinais
4. cegos que usam o braille
5. deficiente físico etc.
Entre tantas especificidades a escola não se preocupava, e a maioria ainda não se preocupa como o filme acima vai nos mostrar, em ter materiais ou espaços adequados, sequer um ambiente de tolerância. Às vezes, a atuação de um profissional pode mudar totalmente a vida de alunos que, do contrário, estariam sempre estigmatizados e discriminados por todos ao seu redor, em casa, na escola e na vida. Atualmente, existe uma política pública que procura modificar o quadro acima com uma proposta que trabalhe a solidariedade e a compreensão das necessidades especiais tanto com relação aos professores, quanto ao conjunto dos alunos.
O objetivo dessa política não é o de socialização, mas o de integrar o aluno com necessidade especial ao processo de aprendizagem. O conflito é inerente a esse contexto escolar, e o que tem ocorrido na maioria absoluta das vezes, é uma inclusão perversa: o aluno com necessidade educacional especial está na sala de aula, mas não integrado ao processo que nela se desenvolve.
Profª Kátia Amorim - Usp/ Ribeirão Preto
A exclusão é parte de um processo histórico mais amplo das relações sociais e do desenvolvimento da educação. Podemos resgatar a época da história antiga na qual as crianças nascidas e consideradas com alguma imperfeição eram assassinadas como algo correto e aceito por quase toda a comunidade. Na idade média, a existência de qualquer tipo de deficiência era demonizado ou vinculada à bruxaria. Atualmente, podemos perceber que muitas vezes se trata a pessoa com deficiência como se não fosse capaz de mais nada, como se fosse uma doença e não como uma pessoa que tem direitos a serem garantidos.
No caso da educação, podemos recordar as revoluções que mudaram os seus paradigmas num processo de ampliação dos setores que acessam a escolarização.
Na terceira revolução educacional ocorre uma mudança de qualidade no sentido de universalização do acesso ao ensino escolar. No entanto, a lógica é a da homogeneização apesar da diversidade e necessidades que participam da vivência escolar.
Os alunos com necessidades especiais entram nessa escola e suas especificidades não são respeitadas:
1. deficiência mental
2. dificuldades para ler, escrever e contar
3. surdos que usam a língua de sinais
4. cegos que usam o braille
5. deficiente físico etc.
Entre tantas especificidades a escola não se preocupava, e a maioria ainda não se preocupa como o filme acima vai nos mostrar, em ter materiais ou espaços adequados, sequer um ambiente de tolerância. Às vezes, a atuação de um profissional pode mudar totalmente a vida de alunos que, do contrário, estariam sempre estigmatizados e discriminados por todos ao seu redor, em casa, na escola e na vida. Atualmente, existe uma política pública que procura modificar o quadro acima com uma proposta que trabalhe a solidariedade e a compreensão das necessidades especiais tanto com relação aos professores, quanto ao conjunto dos alunos.
O objetivo dessa política não é o de socialização, mas o de integrar o aluno com necessidade especial ao processo de aprendizagem. O conflito é inerente a esse contexto escolar, e o que tem ocorrido na maioria absoluta das vezes, é uma inclusão perversa: o aluno com necessidade educacional especial está na sala de aula, mas não integrado ao processo que nela se desenvolve.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 26
Professor autor
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
O professor que pensa, forma um aluno que pensa, ou pelo menos, espera-se que sua prática favorecerá melhor esse objetivo, pois o "professor se torna uma leitura para o seu aluno".
Apesar do discurso politicamente correto de que o professor deve formar um aluno critíco, reflexivo e autônomo, o comum na escola, é exigir o oposto dos seus próprios professores. O interessante nesse curso é que falou-se muito sobre o papel do professor, mas aqui, acrescentou-se uma outra questão importante: o papel da gestão e coordenação sobre o trabalho docente.
Exige-se do professor uma postura inversa à que ele deve construir com os seus alunos. Nesse sentido, à questão da formação docente deve-se acrescentar a formação do gestor e da coordenação, que esperam obediência sem construção dialógica, sem democracia, sem questionamentos.
Como criar novos âmbitos significativos para a construção de conhecimento com os alunos se, por exemplo, o professor deve ser um mero executor dos materiais que vêm prontos do governo. Como pensar na formação autoral do aluno se ao professor esse mesmo processo é negado? Como ser um exemplo positivo para os alunos se o professor só deve obedecer sem refletir e pensar?
A gestão da escola e a coordenação também devem procurar estimular o trabalho docente com desafios, com liberdade e autonomia no trabalho. Estimular o trabalho docente a ser menos reprodutivo, a produzir o seu estilo de trabalho, a utilizar e interagir com as inovações tecnológicas para ir além dos materiais tradicionais. Esse é um processo de superação de dificuldades e preconceitos dos professores com o mundo que hoje é parte constituinte da vida dos alunos. É tarefa da escola educar com o uso da web e educar o uso que se faz da web estimulando a autoria e a reflexão dos alunos e dos professores.
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
O professor que pensa, forma um aluno que pensa, ou pelo menos, espera-se que sua prática favorecerá melhor esse objetivo, pois o "professor se torna uma leitura para o seu aluno".
Apesar do discurso politicamente correto de que o professor deve formar um aluno critíco, reflexivo e autônomo, o comum na escola, é exigir o oposto dos seus próprios professores. O interessante nesse curso é que falou-se muito sobre o papel do professor, mas aqui, acrescentou-se uma outra questão importante: o papel da gestão e coordenação sobre o trabalho docente.
Exige-se do professor uma postura inversa à que ele deve construir com os seus alunos. Nesse sentido, à questão da formação docente deve-se acrescentar a formação do gestor e da coordenação, que esperam obediência sem construção dialógica, sem democracia, sem questionamentos.
Como criar novos âmbitos significativos para a construção de conhecimento com os alunos se, por exemplo, o professor deve ser um mero executor dos materiais que vêm prontos do governo. Como pensar na formação autoral do aluno se ao professor esse mesmo processo é negado? Como ser um exemplo positivo para os alunos se o professor só deve obedecer sem refletir e pensar?
A gestão da escola e a coordenação também devem procurar estimular o trabalho docente com desafios, com liberdade e autonomia no trabalho. Estimular o trabalho docente a ser menos reprodutivo, a produzir o seu estilo de trabalho, a utilizar e interagir com as inovações tecnológicas para ir além dos materiais tradicionais. Esse é um processo de superação de dificuldades e preconceitos dos professores com o mundo que hoje é parte constituinte da vida dos alunos. É tarefa da escola educar com o uso da web e educar o uso que se faz da web estimulando a autoria e a reflexão dos alunos e dos professores.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 25
Professor pensador
Professor Gabriel Perissé - Uninove
O pensar está basicamente ligado, no caso da nossa discussão, à curiosidade e à reflexão dialógica. A inquietação intelectual é parte constituinte do ser humano. Em nossa vivência, procuramos conhecimentos, refletimos sobre o mesmo e, nesse processo, tomamos decisões e fazemos escolhas que nos modificam. A leitura pode oxigenar a nossa subjetividade, quando nos permitimos romper com a comodidade do que já está "dado" e "definido".
É nessa perspectiva que a leitura amplia o nosso mundo, enriquece as nossas reflexões, nos faz construir um sistema de convicções, de visões sobre o mundo de modo ponderado. Não como um intruso que, de modo superficial, pretende saber tudo e falar de tudo sem autoridade e conhecimento.
Assim, a leitura pode ser transformada em uma pedagogia reflexiva, onde o professor, com um repertório ampliado e estimulante, pode trazer essa mesma vivência para os seus alunos. Isso significa sair da zona de conforto do não ter que pensar e realizar a tarefa pedagógica de modo burocrático, limitado sem a menor curiosidade.
Professor Gabriel Perissé - Uninove
O pensar está basicamente ligado, no caso da nossa discussão, à curiosidade e à reflexão dialógica. A inquietação intelectual é parte constituinte do ser humano. Em nossa vivência, procuramos conhecimentos, refletimos sobre o mesmo e, nesse processo, tomamos decisões e fazemos escolhas que nos modificam. A leitura pode oxigenar a nossa subjetividade, quando nos permitimos romper com a comodidade do que já está "dado" e "definido".
É nessa perspectiva que a leitura amplia o nosso mundo, enriquece as nossas reflexões, nos faz construir um sistema de convicções, de visões sobre o mundo de modo ponderado. Não como um intruso que, de modo superficial, pretende saber tudo e falar de tudo sem autoridade e conhecimento.
Assim, a leitura pode ser transformada em uma pedagogia reflexiva, onde o professor, com um repertório ampliado e estimulante, pode trazer essa mesma vivência para os seus alunos. Isso significa sair da zona de conforto do não ter que pensar e realizar a tarefa pedagógica de modo burocrático, limitado sem a menor curiosidade.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 22
O professor leitor
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
O âmbito da leitura possui três dimensões: a leitura, o pensamento e a autoria/autonomia. Nesta aula, foi discutida a primeira dimensão como "um aprendizado à distância, uma forma de aproximação com diversas realidades". A visão de leitura que se estabelece aqui, não é aquela da mera decodificação das letras e palavras, mas sim como leitura de mundo, de interpretação de texto e de tudo o que está ao seu redor.
Desse modo, o professor deve ser o maior leitor na escola. A partir de suas leituras ele amplia o seu repertório para além do seu conteúdo, abrindo-se para todas as possibilidades de relações entre conhecimentos e de discussões que podem surgir em suas aulas. Esse é o sentido que nos leva, e aos alunos, a "saborear a relação com o conhecimento".
Se o professor também faz o aluno aprender pelo seu exemplo, no caso da leitura não é diferente. Se o professor não gosta e não lê, e deve orientar o seu aluno a fazê-lo, a leitura torna-se desgradável e pouco significativa para a aprendizagem e a formação de novos leitores.
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
O âmbito da leitura possui três dimensões: a leitura, o pensamento e a autoria/autonomia. Nesta aula, foi discutida a primeira dimensão como "um aprendizado à distância, uma forma de aproximação com diversas realidades". A visão de leitura que se estabelece aqui, não é aquela da mera decodificação das letras e palavras, mas sim como leitura de mundo, de interpretação de texto e de tudo o que está ao seu redor.
Desse modo, o professor deve ser o maior leitor na escola. A partir de suas leituras ele amplia o seu repertório para além do seu conteúdo, abrindo-se para todas as possibilidades de relações entre conhecimentos e de discussões que podem surgir em suas aulas. Esse é o sentido que nos leva, e aos alunos, a "saborear a relação com o conhecimento".
Se o professor também faz o aluno aprender pelo seu exemplo, no caso da leitura não é diferente. Se o professor não gosta e não lê, e deve orientar o seu aluno a fazê-lo, a leitura torna-se desgradável e pouco significativa para a aprendizagem e a formação de novos leitores.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 21
A complexidade da constituição docente
Professora Silvia Colello - Feusp
A professora Colello inicia falando que falar sobre a profissão docente é algo triste. Mas também é uma batalha continua para uma boa parte dos professores que querem fazer a diferença na vida dos seus alunos, que querem desenvolver o seu trabalho com competência e compromisso, que querem ajudar a transformar o mundo num lugar melhor através da formação das novas gerações. Esse pode parecer um mero discurso de senso comum, mas é um discurso verdadeiro.
Claro que essa fala, não pretende passar uma mensagem de que devemos aceitar as péssimas condições de trabalho, de formação, de doenças que sequer são reconhecidas como derivadas do trabalho, dos péssimos salários etc, etc, etc. O processo de luta por uma educação de qualidade pressupõe a vontade expressa no primeiro parágrafo, e a luta contra as condições aqui levantadas.
Essa é a realidade da qual fazem parte professores, alunos, pais, gestores e outros funcionários da educação. A grande questão é como caminhar juntos, unindo esses dois elementos tão contraditórios levantados acima, incluir essa comunidade nessa discussão e nesse processo que também é de aprendizagem e de realidade vivida por todos nós.
Professora Silvia Colello - Feusp
A professora Colello inicia falando que falar sobre a profissão docente é algo triste. Mas também é uma batalha continua para uma boa parte dos professores que querem fazer a diferença na vida dos seus alunos, que querem desenvolver o seu trabalho com competência e compromisso, que querem ajudar a transformar o mundo num lugar melhor através da formação das novas gerações. Esse pode parecer um mero discurso de senso comum, mas é um discurso verdadeiro.
Claro que essa fala, não pretende passar uma mensagem de que devemos aceitar as péssimas condições de trabalho, de formação, de doenças que sequer são reconhecidas como derivadas do trabalho, dos péssimos salários etc, etc, etc. O processo de luta por uma educação de qualidade pressupõe a vontade expressa no primeiro parágrafo, e a luta contra as condições aqui levantadas.
Essa é a realidade da qual fazem parte professores, alunos, pais, gestores e outros funcionários da educação. A grande questão é como caminhar juntos, unindo esses dois elementos tão contraditórios levantados acima, incluir essa comunidade nessa discussão e nesse processo que também é de aprendizagem e de realidade vivida por todos nós.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 18
As escolas e as instituições culturais
Professora Rosa Iavelberg - Usp
Dentro da perspectiva da cidade como um espaço de educação e de aprendizagens significativas, essa aula destaca a importância da escola como um mediador entre a produção humana históricamente construída, e as possíveis apropriações que se pode fazer dela.
Nesse processo, a escola, seus professores, alunos e pais, podem se relacionar com espaços e objetos que estimulam a aprendizagem e a busca pelo conhecimento no contato direto com as produções realizadas por outras pessoas, por épocas e culturas diferentes. Mas também, não apenas indo ao espaço físico, virtualmente se pode fazer uma exploração de museus, obras de arte, imagens que estimulem os estudantes a utilizarem instrumentos tecnológicos de modo mais consciente e educativo. Procurando, desse modo, relacionar as manifestações de outras épocas e povos com as formas de expressão dos jovens.
Professora Rosa Iavelberg - Usp
Dentro da perspectiva da cidade como um espaço de educação e de aprendizagens significativas, essa aula destaca a importância da escola como um mediador entre a produção humana históricamente construída, e as possíveis apropriações que se pode fazer dela.
Nesse processo, a escola, seus professores, alunos e pais, podem se relacionar com espaços e objetos que estimulam a aprendizagem e a busca pelo conhecimento no contato direto com as produções realizadas por outras pessoas, por épocas e culturas diferentes. Mas também, não apenas indo ao espaço físico, virtualmente se pode fazer uma exploração de museus, obras de arte, imagens que estimulem os estudantes a utilizarem instrumentos tecnológicos de modo mais consciente e educativo. Procurando, desse modo, relacionar as manifestações de outras épocas e povos com as formas de expressão dos jovens.
Módulo IV - Profissão docente Aula 17
O professor e a cidade educadora
Professora Rosa Iavelberg - Usp
A discussão que se propõe nessa aula é a de como podemos utilizar a própria cidade como meio para desenvolver uma aprendizagem significativa. Uma aprendizagem que transforme o espaço extraclasse em instrumento de educação e de apropriação dos espaços públicos pelos estudantes e pelos professores.
O interessante dessa proposta é fazer o aluno perceber o seu entorno e as possibilidades de explorar curiosamente o que existe em sua cidade, seu bairro e até ao redor de sua escola como parte da compreensão do mundo, como forma de integração a ele de modo consciente e critíco.
Perceber as relações sociais pelos edifícios, pelos monumentos, pelos diversos espaços de convivência e moradia, as inflluências culturais que a sua cidade, o seu país e ele próprio recebeu e sequer percebia.
Como disse Iavelberg, o "papel da educação escolar é trazer para a escola esses equipamentos e objetos para expandir o universo cultural dos alunos", utilizá-los como conteúdos escolares.
Professora Rosa Iavelberg - Usp
A discussão que se propõe nessa aula é a de como podemos utilizar a própria cidade como meio para desenvolver uma aprendizagem significativa. Uma aprendizagem que transforme o espaço extraclasse em instrumento de educação e de apropriação dos espaços públicos pelos estudantes e pelos professores.
O interessante dessa proposta é fazer o aluno perceber o seu entorno e as possibilidades de explorar curiosamente o que existe em sua cidade, seu bairro e até ao redor de sua escola como parte da compreensão do mundo, como forma de integração a ele de modo consciente e critíco.
Perceber as relações sociais pelos edifícios, pelos monumentos, pelos diversos espaços de convivência e moradia, as inflluências culturais que a sua cidade, o seu país e ele próprio recebeu e sequer percebia.
Como disse Iavelberg, o "papel da educação escolar é trazer para a escola esses equipamentos e objetos para expandir o universo cultural dos alunos", utilizá-los como conteúdos escolares.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 14
Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente
Professora Silvia Colello - Feusp
O interessante dessa aula foi a discussão sobre três mitos que estão presentes na educação brasileira:
1. A aprendizagem é consequência do ensino (como se o aluno fosse um "balde vazio" a ser preenchido).
2. A aprendizagem se faz em etapas que podem ser controladas pelo ensino linear, cumulativo, fragmentado e inflexível (como se fossêmos subir os degraus de uma escada).
3. Aprender é diferente de usar o conhecimento.
Nesse sentido, as teorias desenvolvidas por Piaget e Vygotski, ajudaram muito a compreensão do processo de ensino e aprendizagem e, consequentemente, a desvelar os mitos acima. Perceber a importância das relações sociais, de como a pessoa interage com as pessoas, objetos e lugares, é o centro para saber como se aprende e como desenvolver a aprendizagem.
Assim como Colello, consideramos que a aprendizagem não pode seguir caminhos fixos, fontes únicas de informação, a construção da aprendizagem deve ocorrer "a partir de experiências vividas sob a forma de um processo complexo e multifacetado" (Colello). Mai importante do que dar as respostas corretas, é saber oferecer o estímulo de perguntas que levem a uma busca pelo conhecimento como algo que se queira, que se deseje. Mostrar como questionar a realidade, a informação encontrada é mais importante para o desenvolvimento da pessoa do que dar as respostas prontas como aparecem ao final dos manuais dos professores.
Professora Silvia Colello - Feusp
O interessante dessa aula foi a discussão sobre três mitos que estão presentes na educação brasileira:
1. A aprendizagem é consequência do ensino (como se o aluno fosse um "balde vazio" a ser preenchido).
2. A aprendizagem se faz em etapas que podem ser controladas pelo ensino linear, cumulativo, fragmentado e inflexível (como se fossêmos subir os degraus de uma escada).
3. Aprender é diferente de usar o conhecimento.
Nesse sentido, as teorias desenvolvidas por Piaget e Vygotski, ajudaram muito a compreensão do processo de ensino e aprendizagem e, consequentemente, a desvelar os mitos acima. Perceber a importância das relações sociais, de como a pessoa interage com as pessoas, objetos e lugares, é o centro para saber como se aprende e como desenvolver a aprendizagem.
Assim como Colello, consideramos que a aprendizagem não pode seguir caminhos fixos, fontes únicas de informação, a construção da aprendizagem deve ocorrer "a partir de experiências vividas sob a forma de um processo complexo e multifacetado" (Colello). Mai importante do que dar as respostas corretas, é saber oferecer o estímulo de perguntas que levem a uma busca pelo conhecimento como algo que se queira, que se deseje. Mostrar como questionar a realidade, a informação encontrada é mais importante para o desenvolvimento da pessoa do que dar as respostas prontas como aparecem ao final dos manuais dos professores.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 13
A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor
Professora: Silvia Colello - Feusp
A professora Colello inicia demonstrando como as diversas avaliações externas indicam o fracasso existente no sistema público brasileiro. Mas a questão central é saber e commpreender o por quê disso. E as respostas mais comuns são diversas: família desestruturada, condições sócioeconômicas, crise de valores, professores incompetentes e desanimados etc...
Desse modo, a questão torna-se uma verdadeira "caça às bruxas" que não ajuda a encontrar as soluções necessárias. De acordo com Colello, precisamos inicialmente compreender as relações que envolvem o processo: aluno - mundo, mundo - escola, escola - aluno.
Trazer significado para o conhecimento com o qual o aluno deve se relacionar na escola, é tarefa do professor. Resgatar o valor dos saberes diante de um mundo no qual tudo é consumido superficialmente e descartado é a perspectiva de uma escola que sabe dialogar e se relacionar com a vida presente.
Professora: Silvia Colello - Feusp
A professora Colello inicia demonstrando como as diversas avaliações externas indicam o fracasso existente no sistema público brasileiro. Mas a questão central é saber e commpreender o por quê disso. E as respostas mais comuns são diversas: família desestruturada, condições sócioeconômicas, crise de valores, professores incompetentes e desanimados etc...
Desse modo, a questão torna-se uma verdadeira "caça às bruxas" que não ajuda a encontrar as soluções necessárias. De acordo com Colello, precisamos inicialmente compreender as relações que envolvem o processo: aluno - mundo, mundo - escola, escola - aluno.
Trazer significado para o conhecimento com o qual o aluno deve se relacionar na escola, é tarefa do professor. Resgatar o valor dos saberes diante de um mundo no qual tudo é consumido superficialmente e descartado é a perspectiva de uma escola que sabe dialogar e se relacionar com a vida presente.
Módulo IV - Profissão docente - Aula 10
A relação entre professor e aluno
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
Essa aula discute como as relações escolares podem ser destrutivas ou construtivas de acordo com o modo como as relações humanas se estabelecem nesse espaço. Através dos conceitos de experiências reversíveis, de encontro e objeto ambital, retirados de Alfonso Lópes Quintás (2005), Perissé fala sobre como a escola pode se transformar num espaço de desenvolvimento humano criativo e saudável.
Afirma que as experiências e as relações escolares podem deixar de ser um "campo de guerra" onde o conhecimento não se relaciona de fato com as práticas efetivas. O professor pode se tornar um ser ambital para o seu aluno e vice-versa, possibilitando o encontro que traz um enriquecimento cultural e humano.
Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho
Essa aula discute como as relações escolares podem ser destrutivas ou construtivas de acordo com o modo como as relações humanas se estabelecem nesse espaço. Através dos conceitos de experiências reversíveis, de encontro e objeto ambital, retirados de Alfonso Lópes Quintás (2005), Perissé fala sobre como a escola pode se transformar num espaço de desenvolvimento humano criativo e saudável.
Afirma que as experiências e as relações escolares podem deixar de ser um "campo de guerra" onde o conhecimento não se relaciona de fato com as práticas efetivas. O professor pode se tornar um ser ambital para o seu aluno e vice-versa, possibilitando o encontro que traz um enriquecimento cultural e humano.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 9
Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas
Professora Silvia Colello - USP
O objetivo dessa aula é compreender e discutir as grandes tendências do ensino, discussão fundamental quando pretendemos discutir o como o professor se prepara para a sua prática. É nesse ponto inicial que Colello levanta o problema dessa temática: "o risco é o professor preparar suas aulas sem pensar sobre ela num âmbito maior, seus fundamentos".
De acordo com a professora, não podemos limitar a aula, ou melhor, a sua preparação, à sua superfície imediata. Quando o professor decide o quê e como desenvolver um tema, ele está automaticamente tomando decisões fundamentadas, ainda que ele próprio não tenha consciência de que fundamentações são essas. Esse processo determina como o aluno vai aprender e desenvolver-se na educação escolar, define nesse aspecto, que tipo de pessoa pretende-se formar para a sociedade.
Nenhuma prática humana é neutra, sempre que fazemos algo, há uma intencionalidade, há escolhas feitas, critérios utilizados, há uma visão de mundo. Com a prática pedagógica ocorre a mesma coisa. Assim, Colello cita uma frase de Paulo Freire que representa muito bem essa ideia:"A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática".
É nesse sentido que Colello sintetiza para essa discussão, as principais concepções de educação que circulam atualmente na prática docente.
1. Concepção pedagógica baseada no "fixismo":
Concepção de que nada muda nem vai mudar. Essa visão produz a ideia do essencialismo, ou seja, o ser humano possui uma essência natural que não muda. Duas posições pedagógicas se desenvolvem a partir daqui:
a. o inatismo - defende que ao nascer, a pessoa já tem em si o que vai ser. "a pessoa já nasce pré-programada, suas potencialidades só precisam ser reveladas, o conhecimento é um dom e o professor é um facilitador" desse processo.
b. empirismo - defende que o ser humano é um recipiente vazio que será preenchido ao longo da vida. Nessa concepção, a escola e o professor são os detentores do saber que deve ser transmitido aos alunos.
2. Concepção pedagógica baseada no "transformismo":
Concepção de que o mundo está em permanente mudança e o ser humano se constitui na relação com os outros e com o mundo. Dessa compreensão desenvolveram-se duas teorias pedagógicas:
a. o construtivismo
b. o socioconstrutivismo
As duas teorias partem da compreensão de que as pessoas aprendem na relação com os outros de modo ativo e consciente. Desse modo, o foco da ação pedagógica passa a ser na aprendizagem e no aluno.
Professora Silvia Colello - USP
O objetivo dessa aula é compreender e discutir as grandes tendências do ensino, discussão fundamental quando pretendemos discutir o como o professor se prepara para a sua prática. É nesse ponto inicial que Colello levanta o problema dessa temática: "o risco é o professor preparar suas aulas sem pensar sobre ela num âmbito maior, seus fundamentos".
De acordo com a professora, não podemos limitar a aula, ou melhor, a sua preparação, à sua superfície imediata. Quando o professor decide o quê e como desenvolver um tema, ele está automaticamente tomando decisões fundamentadas, ainda que ele próprio não tenha consciência de que fundamentações são essas. Esse processo determina como o aluno vai aprender e desenvolver-se na educação escolar, define nesse aspecto, que tipo de pessoa pretende-se formar para a sociedade.
Nenhuma prática humana é neutra, sempre que fazemos algo, há uma intencionalidade, há escolhas feitas, critérios utilizados, há uma visão de mundo. Com a prática pedagógica ocorre a mesma coisa. Assim, Colello cita uma frase de Paulo Freire que representa muito bem essa ideia:"A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática".
É nesse sentido que Colello sintetiza para essa discussão, as principais concepções de educação que circulam atualmente na prática docente.
1. Concepção pedagógica baseada no "fixismo":
Concepção de que nada muda nem vai mudar. Essa visão produz a ideia do essencialismo, ou seja, o ser humano possui uma essência natural que não muda. Duas posições pedagógicas se desenvolvem a partir daqui:
a. o inatismo - defende que ao nascer, a pessoa já tem em si o que vai ser. "a pessoa já nasce pré-programada, suas potencialidades só precisam ser reveladas, o conhecimento é um dom e o professor é um facilitador" desse processo.
b. empirismo - defende que o ser humano é um recipiente vazio que será preenchido ao longo da vida. Nessa concepção, a escola e o professor são os detentores do saber que deve ser transmitido aos alunos.
2. Concepção pedagógica baseada no "transformismo":
Concepção de que o mundo está em permanente mudança e o ser humano se constitui na relação com os outros e com o mundo. Dessa compreensão desenvolveram-se duas teorias pedagógicas:
a. o construtivismo
b. o socioconstrutivismo
As duas teorias partem da compreensão de que as pessoas aprendem na relação com os outros de modo ativo e consciente. Desse modo, o foco da ação pedagógica passa a ser na aprendizagem e no aluno.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 06
O professor e a diversidade cultural na sala de aula
Professora Rosa Iavelberg - USP
A importância do trabalho com arte na sala de aula é possibilidade de explorar e trazer para o seu cotidiano e currículo a diversidade cultural que o aluno traz de suas vivências. E na escola, esse aspecto pode ser desenvolvido com uma infinidade de temas transversais que também se expressam nessa arte e cultura.
Nesse trabalho, podemos trabalhar uma formação mais humana no respeito ao direito de livre expressão dos povos. Assim:
1. ensinar a diversidade entre as culturas e sua valorização;
2. discutir e refletir a arte e a cultura como um fazer em transformação;
3. analisar como as artes expressam a história dos povos em seus diferentes momentos;
4. possibilitar a fruição artística, a ampliação da visão de mundo do aluno;
5. estimular e possibilitar a produção autoral do aluno.
Na educação multicultural aponta-se ainda:
1. ensino de culturas que não sejam apenas os da cultura dominante;
2. ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo;
3. ênfase nas relações individuo - grupo em diferentes culturas;
4. ênfase na promoção do pluralismo na diversidade cultural.
Iavelberg ainda enfatiza a necessidade de destacar as diversas influências culturais nas várias manifestações de arte, música, lendas, artes plásticas etc.
Aproximar o aluno dessas expressões da arte humana oferece uma formação como pessoa que se relaciona positivamente com as diferentes culturas e povos, como parte da sua constituição e de sua história.
Professora Rosa Iavelberg - USP
A importância do trabalho com arte na sala de aula é possibilidade de explorar e trazer para o seu cotidiano e currículo a diversidade cultural que o aluno traz de suas vivências. E na escola, esse aspecto pode ser desenvolvido com uma infinidade de temas transversais que também se expressam nessa arte e cultura.
Nesse trabalho, podemos trabalhar uma formação mais humana no respeito ao direito de livre expressão dos povos. Assim:
1. ensinar a diversidade entre as culturas e sua valorização;
2. discutir e refletir a arte e a cultura como um fazer em transformação;
3. analisar como as artes expressam a história dos povos em seus diferentes momentos;
4. possibilitar a fruição artística, a ampliação da visão de mundo do aluno;
5. estimular e possibilitar a produção autoral do aluno.
Na educação multicultural aponta-se ainda:
1. ensino de culturas que não sejam apenas os da cultura dominante;
2. ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo;
3. ênfase nas relações individuo - grupo em diferentes culturas;
4. ênfase na promoção do pluralismo na diversidade cultural.
Iavelberg ainda enfatiza a necessidade de destacar as diversas influências culturais nas várias manifestações de arte, música, lendas, artes plásticas etc.
Aproximar o aluno dessas expressões da arte humana oferece uma formação como pessoa que se relaciona positivamente com as diferentes culturas e povos, como parte da sua constituição e de sua história.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 05
O papel do professor na mediação cultural
Professora Rosa Iavelberg - USP
Para a professora Iavelberg a escola tem um papel fundamental na desmistificação da arte como um objeto ou uma produção acessível a poucos, deve desconstruir a arte como um conhecimento distante do cotidiano e promover a consciência sobre o seu valor na sociedade e na vida dos individuos.
É nesse processo que o papel do professor adquire grande relevância, pois é ele que vai aproximar o aluno da arte e de seus autores. É o professor que pode, em seu trabalho, tornar a arte em algo natural para o aluno, valorizá-la em sua vida cotidiana, apresentá-la como parte de sua história, de sua comunidade, de seu país e, que desse modo, expressa o modo de vida de uma época. Valorizando inclusive a arte e a cultura que traz consigo como expressão da subjetividade de sua comunidade, Nesse contexto, o aluno poderá ser estimulado a produzir e a expressar-se artíticamente, interpretar, refletir e apreciar obras de arte.
Com essa perspectiva cabe ao professor:
1. selecionar arte de qualidade para o aluno apreciar, pensar, refletir.
2. selecionar conteúdos sobre arte e que de alguma forma com ela se relaciona.
3. desenvolver o protagonismo do aluno (valorizar a sua criação).
4. professor deve ser competente em conhecimentos teóricos, visitante de mostras artisticas e ser produtor de arte.
É com essas características que o professor estabelecerá um diálogo entre a produção artística da criança e a arte adulta, não como uma cópia, mas estimulando a criança a resignificar a arte do adulto, valorizando suas releituras, leituras e suas produções como autor.
Professora Rosa Iavelberg - USP
Para a professora Iavelberg a escola tem um papel fundamental na desmistificação da arte como um objeto ou uma produção acessível a poucos, deve desconstruir a arte como um conhecimento distante do cotidiano e promover a consciência sobre o seu valor na sociedade e na vida dos individuos.
É nesse processo que o papel do professor adquire grande relevância, pois é ele que vai aproximar o aluno da arte e de seus autores. É o professor que pode, em seu trabalho, tornar a arte em algo natural para o aluno, valorizá-la em sua vida cotidiana, apresentá-la como parte de sua história, de sua comunidade, de seu país e, que desse modo, expressa o modo de vida de uma época. Valorizando inclusive a arte e a cultura que traz consigo como expressão da subjetividade de sua comunidade, Nesse contexto, o aluno poderá ser estimulado a produzir e a expressar-se artíticamente, interpretar, refletir e apreciar obras de arte.
Com essa perspectiva cabe ao professor:
1. selecionar arte de qualidade para o aluno apreciar, pensar, refletir.
2. selecionar conteúdos sobre arte e que de alguma forma com ela se relaciona.
3. desenvolver o protagonismo do aluno (valorizar a sua criação).
4. professor deve ser competente em conhecimentos teóricos, visitante de mostras artisticas e ser produtor de arte.
É com essas características que o professor estabelecerá um diálogo entre a produção artística da criança e a arte adulta, não como uma cópia, mas estimulando a criança a resignificar a arte do adulto, valorizando suas releituras, leituras e suas produções como autor.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 02
A ação educativa ao longo da trajetória escolar
Professora Silvia Colello - FEUSP
Ao longo da trajetória escolar ocorrem diversos tipos de ações e projetos interessantes que vão além do ensino. No entanto, ocorrem geralmente de modo individualizado, espontâneo, sem relação com a coletividade que compõe a escola e sem um norte claro.
Assim, para elaborar um trabalho que afete a formação do estudante, cabe perguntar: O que significa a escola para o aluno?
A professora Colello levanta essa questão nos vários momentos da formação escolar do aluno:
1. Na educação Infantil:
Predomina a esfera afetiva, funcional, cognitiva, linguística e de ajuste pessoal do aluno. A escola deve ampliar seus saberes, sua linguagem, suas relações e referências. Seu papel educativo é o de institucionalização, ou seja, mostrar o que é a escola, seus espaços e sua hierarquia.
2. Na educação Fundamental I
A escola passa a ser o espaço do aprender. O aluno vai construir um auto-conceito acadêmico e levantar as suas dificuldades na relação com os diversos saberes que está a aprender, desenvolverá uma autonomia, vai lidar com suas dificuldades e estabelecerá novas formas de convivência social. Ele já percebe a escola como um ambiente plural e aprende a colaborar com o coletivo. O papel institucional da escola será o de mostrar o que ela própria é, seus espaços e sua hierarquia. A escola deve fortalecer a relação do aluno com a escola e seu vínculo com o saber.
3. Na educação Fundamental II
A escola passa a ser um entre tantos outros espaços de vivência do aluno que entra na fase da adolescência. A escola passa a competir co outros espaços e instrumentos de relação social, afetiva, de relação com o conhecimento e a informação.
4. No ensino médio
Há um reconhecimento da escola e uma disponibilidade para investir na aprendizagem. O aluno pensa no seu futuro e na utilidade e necessidade dos saberes que a escola oferece. É um momento de muitas mudanças e tomadas de decisão, crises, projetos de vida, opção profissional, autoafirmação de identidades e valores.
Assim, Colello finaliza dizendo que ao longo da trajetória escolar a educação adquire para o aluno diferentes interesses e ênfases. Para fazer as intervenções adequadas a aprendizagem, o professor deve acompanhar esse processo, conhecê-lo e respeitá-lo.
Professora Silvia Colello - FEUSP
Ao longo da trajetória escolar ocorrem diversos tipos de ações e projetos interessantes que vão além do ensino. No entanto, ocorrem geralmente de modo individualizado, espontâneo, sem relação com a coletividade que compõe a escola e sem um norte claro.
Assim, para elaborar um trabalho que afete a formação do estudante, cabe perguntar: O que significa a escola para o aluno?
A professora Colello levanta essa questão nos vários momentos da formação escolar do aluno:
1. Na educação Infantil:
Predomina a esfera afetiva, funcional, cognitiva, linguística e de ajuste pessoal do aluno. A escola deve ampliar seus saberes, sua linguagem, suas relações e referências. Seu papel educativo é o de institucionalização, ou seja, mostrar o que é a escola, seus espaços e sua hierarquia.
2. Na educação Fundamental I
A escola passa a ser o espaço do aprender. O aluno vai construir um auto-conceito acadêmico e levantar as suas dificuldades na relação com os diversos saberes que está a aprender, desenvolverá uma autonomia, vai lidar com suas dificuldades e estabelecerá novas formas de convivência social. Ele já percebe a escola como um ambiente plural e aprende a colaborar com o coletivo. O papel institucional da escola será o de mostrar o que ela própria é, seus espaços e sua hierarquia. A escola deve fortalecer a relação do aluno com a escola e seu vínculo com o saber.
3. Na educação Fundamental II
A escola passa a ser um entre tantos outros espaços de vivência do aluno que entra na fase da adolescência. A escola passa a competir co outros espaços e instrumentos de relação social, afetiva, de relação com o conhecimento e a informação.
4. No ensino médio
Há um reconhecimento da escola e uma disponibilidade para investir na aprendizagem. O aluno pensa no seu futuro e na utilidade e necessidade dos saberes que a escola oferece. É um momento de muitas mudanças e tomadas de decisão, crises, projetos de vida, opção profissional, autoafirmação de identidades e valores.
Assim, Colello finaliza dizendo que ao longo da trajetória escolar a educação adquire para o aluno diferentes interesses e ênfases. Para fazer as intervenções adequadas a aprendizagem, o professor deve acompanhar esse processo, conhecê-lo e respeitá-lo.
Módulo IV - Profissão Docente - Aula 01
O papel do Professor: Instruir ou Educar
Profª Silvia Colello - FEUSP
Em cada época, a escola e seus sujeitos se inserem num contexto de relações sociais e culturais que exigem posturas adequadas ao momento. Atualmente, surgem para os professores cobranças de atitudes e de comprometimento sobre questões que, para ele, não teriam a ver diretamente com o seu trabalho. O trabalho de instruir. Por outro lado, sobre os alunos, também recai uma série de exigências e posturas que em outros momentos da história da educação, não eram parte de sua vivência escolar. Os alunos devem responder a questões que vão além da pura aprendizagem: ser criativo, responsável, consciente, competente, autônomo, tolerante, são posturas que ele deve desenvolver e a escola o cobra quanto a isso. Como ele aprende tudo isso? Quem o leva a aprender a ser a pessoa que a sociedade atual exige ou a buscar esses comportamentos?
Os estudantes ainda vivem num mundo sofrendo diversos tipos de ameaças que se expressam nas relações escolares como violência, gravidez precoce, aborto, intolerância, drogas, dst's etc. Com quem e como eles aprenderão a se prevenir contra tais situações?
O mundo contemporâneo coloca essa complexidade de questões e situações para jovens e adultos, estudantes e professores. E não há como não enfrentar esse contexto, e trazê-lo para a sala de aula é um recurso para que a novas gerações possam se formar como sujeitos de direitos e deveres uns com relação aos outros.
Nesse sentido, o papel do professor é muito mais amplo que o de instruir. Educar deve ser o elemento central no contexto contemporâneo. A questão é: como combinar e conciliar esses dois pólos da escola sem dicotomizá-los?
A professora Silvia Colello, partindo das ideias de Cesar Coll, afirma que a instrução deve se submeter à educação. Seria a forma para não se limitar a uma escola que pensa ser exclusivamente transmissora de conhecimentos, conteudista. Quando a escola submete o ensino à educação, todos os saberes se justificam por um projeto educativo maior, pensa-se cada conhecimento para a vida da pessoa em seu processo de humanização.
O papel do professor é o de construir os caminhos que possibilitem essas relações. Daí a importância da construção coletiva de um Projeto Político Pedagógico que norteie esse caminho, que indique os caminhos no cotidiano das relações escolares.
Profª Silvia Colello - FEUSP
Em cada época, a escola e seus sujeitos se inserem num contexto de relações sociais e culturais que exigem posturas adequadas ao momento. Atualmente, surgem para os professores cobranças de atitudes e de comprometimento sobre questões que, para ele, não teriam a ver diretamente com o seu trabalho. O trabalho de instruir. Por outro lado, sobre os alunos, também recai uma série de exigências e posturas que em outros momentos da história da educação, não eram parte de sua vivência escolar. Os alunos devem responder a questões que vão além da pura aprendizagem: ser criativo, responsável, consciente, competente, autônomo, tolerante, são posturas que ele deve desenvolver e a escola o cobra quanto a isso. Como ele aprende tudo isso? Quem o leva a aprender a ser a pessoa que a sociedade atual exige ou a buscar esses comportamentos?
Os estudantes ainda vivem num mundo sofrendo diversos tipos de ameaças que se expressam nas relações escolares como violência, gravidez precoce, aborto, intolerância, drogas, dst's etc. Com quem e como eles aprenderão a se prevenir contra tais situações?
O mundo contemporâneo coloca essa complexidade de questões e situações para jovens e adultos, estudantes e professores. E não há como não enfrentar esse contexto, e trazê-lo para a sala de aula é um recurso para que a novas gerações possam se formar como sujeitos de direitos e deveres uns com relação aos outros.
Nesse sentido, o papel do professor é muito mais amplo que o de instruir. Educar deve ser o elemento central no contexto contemporâneo. A questão é: como combinar e conciliar esses dois pólos da escola sem dicotomizá-los?
A professora Silvia Colello, partindo das ideias de Cesar Coll, afirma que a instrução deve se submeter à educação. Seria a forma para não se limitar a uma escola que pensa ser exclusivamente transmissora de conhecimentos, conteudista. Quando a escola submete o ensino à educação, todos os saberes se justificam por um projeto educativo maior, pensa-se cada conhecimento para a vida da pessoa em seu processo de humanização.
O papel do professor é o de construir os caminhos que possibilitem essas relações. Daí a importância da construção coletiva de um Projeto Político Pedagógico que norteie esse caminho, que indique os caminhos no cotidiano das relações escolares.
sábado, 5 de maio de 2012
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 28
Encaminhamentos Pedagógicos na Escola Pública Sobre a Questão Religiosa
Profª Roseli Fischmann - FEUSP
A professora Fischmann destaca que toda a discussão com relação à questão religiosa na escola tem como marco e, se desenvolve, a partir da Constituição de 1988 e depois com a LDB.
É no contexto da liberdade religiosa e da separação entre Estado e Religião que toda a polêmica sobre o ensino religioso se desenvolve. A Constituição define que o ensino deve ser oferecido e cabe aos alunos ou responsáveis decidirem se participarão. Que religião seria ensinada? Aquela da preferência da maioria dos alunos ou responsáveis, ou seja, a minoria de outras crenças ou quem não tem religião ficariam constrangidos a esta exposição. O que é diferente torna-se excluído e a diferença torna-se desigualdade.
Muitos problemas já foram discutidos a respeito do ensino religioso na escola pública, tanto que a questão está em discussão no Supremo Tribunal Federal.
Uma outra situação que ainda é, infelizmente, recorrente nas escolas públicas é a imposição de objetos ou de ações e temas ligados a uma religião. Ainda podemos ver cruzes, Bíblias, celebração da páscoa, do natal, e até rezas em reuniões pedagógicas e em aulas. Tudo isso acontece como se fosse natural. E muitas vezes de acordo com o que se escreveu na legislação equivocadamente, que a religiosidade é parte da formação básica do cidadão. Como se respeito, ética e "bom comportamento" dependesse do aluno acreditar em deus ou numa determinada religião. Nesse campo, temos muito a aprender ainda.
Profª Roseli Fischmann - FEUSP
A professora Fischmann destaca que toda a discussão com relação à questão religiosa na escola tem como marco e, se desenvolve, a partir da Constituição de 1988 e depois com a LDB.
É no contexto da liberdade religiosa e da separação entre Estado e Religião que toda a polêmica sobre o ensino religioso se desenvolve. A Constituição define que o ensino deve ser oferecido e cabe aos alunos ou responsáveis decidirem se participarão. Que religião seria ensinada? Aquela da preferência da maioria dos alunos ou responsáveis, ou seja, a minoria de outras crenças ou quem não tem religião ficariam constrangidos a esta exposição. O que é diferente torna-se excluído e a diferença torna-se desigualdade.Muitos problemas já foram discutidos a respeito do ensino religioso na escola pública, tanto que a questão está em discussão no Supremo Tribunal Federal.
Uma outra situação que ainda é, infelizmente, recorrente nas escolas públicas é a imposição de objetos ou de ações e temas ligados a uma religião. Ainda podemos ver cruzes, Bíblias, celebração da páscoa, do natal, e até rezas em reuniões pedagógicas e em aulas. Tudo isso acontece como se fosse natural. E muitas vezes de acordo com o que se escreveu na legislação equivocadamente, que a religiosidade é parte da formação básica do cidadão. Como se respeito, ética e "bom comportamento" dependesse do aluno acreditar em deus ou numa determinada religião. Nesse campo, temos muito a aprender ainda.
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 27
A Produção da Identidade / Diferença - A questão da Religião
Profª Roseli Fischmann - FEUSP
A identidade da pessoa é singular, mas tem essa singularidade construída a partir da pluralidade que compõe a sua vida e suas experiências. A professora Fischmann destaca que a identidade do indivíduo não é apenas o seu presente, cada um é aquilo que viveu, sua memória, aquilo que sabe e que outros além dele sabem. Assim, a singularidade também está vinculada à relação que mantém com os outros. E seus projetos para o futuro também compõem sua identidade. A identidade de uma pessoa não segue um padrão linear, é plena de análise sobre nossas experiências e nosso planejamento para o futuro, o que interfere diretamente nas atitudes que cada um efetiva no seu presente.
Nesse aspecto a questão da religiosidade se insere, pois é algo que pode-se herdar da família e da comunidade da qual faz ou fez parte, mas também pode ser algo escolhido ou simplesmente recusado.
Profª Roseli Fischmann - FEUSP
A identidade da pessoa é singular, mas tem essa singularidade construída a partir da pluralidade que compõe a sua vida e suas experiências. A professora Fischmann destaca que a identidade do indivíduo não é apenas o seu presente, cada um é aquilo que viveu, sua memória, aquilo que sabe e que outros além dele sabem. Assim, a singularidade também está vinculada à relação que mantém com os outros. E seus projetos para o futuro também compõem sua identidade. A identidade de uma pessoa não segue um padrão linear, é plena de análise sobre nossas experiências e nosso planejamento para o futuro, o que interfere diretamente nas atitudes que cada um efetiva no seu presente.
Nesse aspecto a questão da religiosidade se insere, pois é algo que pode-se herdar da família e da comunidade da qual faz ou fez parte, mas também pode ser algo escolhido ou simplesmente recusado.
No caso de uma escola democrática, voltada para a educação em direitos humanos, o respeito e a tolerância devem ser princípios diante da diversidade religiosa que se expressa na escola.
O Estado e a escola são laicos, assim como se tolera e respeita a religiosidade individual, o indivíduo religioso também deve respeitar e tolerar as demais crenças e ou descrenças das pessoas com quem vai conviver num espaço público. A professora Fischmann ainda destaca a legislação (Constituição de 1988) que determina que é vedado ao Estado estabelecer cultos religiosos no espaço público, para que ninguém possa ser constrangido ou
discriminado. Pelas imagens que vemos acima e abaixo, podemos perceber que ainda não se compreendeu a fundo a perspectiva da laicidade do Estado e das suas instituições públicas.
discriminado. Pelas imagens que vemos acima e abaixo, podemos perceber que ainda não se compreendeu a fundo a perspectiva da laicidade do Estado e das suas instituições públicas.Módulo III Educação em Direitos Humanos - Aula 26
O Papel da Escola no Processo Educativo de Direitos Humanos
Professora Aida Monteiro - Universidade Federal de Pernambuco



As primeiras questões-chave para iniciar a discussão dessa aula, são, como coloca a professora Monteiro, "O que é a escola?", "Qual é o seu papel?" e "Como pode agir na perspectiva dos direitos humanos?"
Pensando nisso, Monteiro diz que a escola é um local importante para diversos tipos de aprendizagem, seja no campo afetivo, cognitivo, profissional etc., ou seja, reúne gente que pode socializar esses conhecimentos em diversos campos.
Nesse espaço, então, pode-se transversalizar valores e fortalecer a prática da democracia na sociedade. Isso requer um projeto norteador que incorpore a discussão em direitos humanos, sendo intolerante com qualquer tipo de discriminação. Assim, os conteúdos de direitos humanos devem estar explicítos no currículo escolar. Estudar os documentos, incorporar a diversidade efetivamente nas práticas de aprendizagem cotidianas dos alunos e professores.
A metodologia deve estar sempre com o sentido de contribuir com o conhecimento dialógico, com relação à construção de uma visão critíca e uma capacidade de análise da realidade. A aprendizagem ocorre no cotidiano da escola e o que está fora dela, deve ser integrado a esse processo. Afinal, desenvolver um sujeito de direitos e deveres não é algo que surge espontaneamente, é fruto de uma construção consciente, planejada e dirigida.
Professora Aida Monteiro - Universidade Federal de Pernambuco



As primeiras questões-chave para iniciar a discussão dessa aula, são, como coloca a professora Monteiro, "O que é a escola?", "Qual é o seu papel?" e "Como pode agir na perspectiva dos direitos humanos?"
Pensando nisso, Monteiro diz que a escola é um local importante para diversos tipos de aprendizagem, seja no campo afetivo, cognitivo, profissional etc., ou seja, reúne gente que pode socializar esses conhecimentos em diversos campos.
Nesse espaço, então, pode-se transversalizar valores e fortalecer a prática da democracia na sociedade. Isso requer um projeto norteador que incorpore a discussão em direitos humanos, sendo intolerante com qualquer tipo de discriminação. Assim, os conteúdos de direitos humanos devem estar explicítos no currículo escolar. Estudar os documentos, incorporar a diversidade efetivamente nas práticas de aprendizagem cotidianas dos alunos e professores.
A metodologia deve estar sempre com o sentido de contribuir com o conhecimento dialógico, com relação à construção de uma visão critíca e uma capacidade de análise da realidade. A aprendizagem ocorre no cotidiano da escola e o que está fora dela, deve ser integrado a esse processo. Afinal, desenvolver um sujeito de direitos e deveres não é algo que surge espontaneamente, é fruto de uma construção consciente, planejada e dirigida.
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 25
Comitês de Direitos Humanos: Parcerias Possíveis
Profª Sinara Zardo - Universidade de Brasília
A partir da Convenção de Viena, em 1993, a Educação em Direitos Humanos torna-se um dos elementos centrais na estratégia para constituir uma cultura em DH e formar sujeitos de direitos e deveres.
Os comitês articulam-se com o governo para propor políticas públicas que caminhem para esse objetivo. Sua função é também a de monitorar e fiscalizar a implementação das políticas de Educação em DH, como ferramenta de defesa dos mesmos. Em 2007, procurou-se parcerias com Universidades para a elaboração de pesquisas e estudos na área, para capacitar pessoas para a Educação em DH. A proposta era a de descentralizar o processo para fortalecê-lo em âmbito estadual e municipal como uma política de Estado.
Profª Sinara Zardo - Universidade de Brasília
A partir da Convenção de Viena, em 1993, a Educação em Direitos Humanos torna-se um dos elementos centrais na estratégia para constituir uma cultura em DH e formar sujeitos de direitos e deveres.
Os comitês articulam-se com o governo para propor políticas públicas que caminhem para esse objetivo. Sua função é também a de monitorar e fiscalizar a implementação das políticas de Educação em DH, como ferramenta de defesa dos mesmos. Em 2007, procurou-se parcerias com Universidades para a elaboração de pesquisas e estudos na área, para capacitar pessoas para a Educação em DH. A proposta era a de descentralizar o processo para fortalecê-lo em âmbito estadual e municipal como uma política de Estado.
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 24
Gênero e Diversidade Sexual: Desafios para a Prática Docente
Professora Claudia Vianna - FEUSP
A professora Vianna parte do pressuposto de que o Estado não é neutro. Ele regula as relações sociais e reafirma uma determinada condição ou outra. A luta pelos direitos da mulher nos movimentos sociais ganha força na década de 1990 e o tema sobre sexualidade, relações de gênero e orientação sexual acompanham esse processo. Os PCNs passam a incorporar a temática de modo transversal e a partir de três eixos: corpo, relações de gênero e prevenção de DST/Aids.
Vários problemas foram apontados nessa tentativa de levar a questão para o currículo escolar:
Professora Claudia Vianna - FEUSP
A professora Vianna parte do pressuposto de que o Estado não é neutro. Ele regula as relações sociais e reafirma uma determinada condição ou outra. A luta pelos direitos da mulher nos movimentos sociais ganha força na década de 1990 e o tema sobre sexualidade, relações de gênero e orientação sexual acompanham esse processo. Os PCNs passam a incorporar a temática de modo transversal e a partir de três eixos: corpo, relações de gênero e prevenção de DST/Aids.
Vários problemas foram apontados nessa tentativa de levar a questão para o currículo escolar:
- não leva em conta a formação do professor;
- tem um cárater muito prescritivo;
- não dá destaque para a diversidade sexual e demonstra resistência quanto à inclusão do tema na escola;
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Módulo III - Convivência Democrática na Educação - Aula 23
Relações Sociais de Gênero: Um Direito e uma Categoria em Análise
Profª Claudia Vianna - FEUSP
A luta pelos direitos das mulheres ainda é um problema em todas as partes do mundo. Nas imagens ao lado, podemos ver Margarida Maria Alves, sindicalista assassinada a mando de fazendeiros em 1983, em Alagoas; depois uma mulher sendo enterrada no Afeganistão para a execução de sua pena de morte; e as cruzes da cidade de Juarez, no México, onde milhares de mulheres já foram estupradas e assassinadas sem que ninguém fosse investigado ou preso. Todas combinam o fato de serem da classe trabalhadora, no Afeganistão, aliás, sequer o direito ao trabalho remunerado as mulheres podiam praticar no governo do Talebã.
Mas questão do machismo é desigual também entre as mulheres. Mulheres trabalhadoras sofrem muito mais com essa opressão porque ela está vinculada à exploração do seu trabalho. Há uma hierarquia na relação entre homens e mulheres e que também se subordina às necessidades de exploração dos trabalhadores. Assim as mulheres ainda acumulam dupla jornada, os homens ainda "ajudam" no trabalho doméstico, seu trabalho é sempre considerado inferior ou menos importante etc...
Profª Claudia Vianna - FEUSP
A luta pelos direitos das mulheres ainda é um problema em todas as partes do mundo. Nas imagens ao lado, podemos ver Margarida Maria Alves, sindicalista assassinada a mando de fazendeiros em 1983, em Alagoas; depois uma mulher sendo enterrada no Afeganistão para a execução de sua pena de morte; e as cruzes da cidade de Juarez, no México, onde milhares de mulheres já foram estupradas e assassinadas sem que ninguém fosse investigado ou preso. Todas combinam o fato de serem da classe trabalhadora, no Afeganistão, aliás, sequer o direito ao trabalho remunerado as mulheres podiam praticar no governo do Talebã.
O movimento feminista de massa passou por dois momentos importantes na história contemporânea:
1ª onda - envolveu basicamente a classe média que lutou principalmente pelo direito ao voto.
2ª onda - foi o aprofundamento das questões sociais e políticas contra o patriarcado e o modelo de relação entre homens e mulheres.
No Brasil, com a luta pela redemocratização, as mulheres também foram à luta pelas questões gerais e específicos de sua condição. Muitas organizações feministas surgiram na década de 1980 e 1990.
Mas questão do machismo é desigual também entre as mulheres. Mulheres trabalhadoras sofrem muito mais com essa opressão porque ela está vinculada à exploração do seu trabalho. Há uma hierarquia na relação entre homens e mulheres e que também se subordina às necessidades de exploração dos trabalhadores. Assim as mulheres ainda acumulam dupla jornada, os homens ainda "ajudam" no trabalho doméstico, seu trabalho é sempre considerado inferior ou menos importante etc...
É com os estudos e as discussões sobre a questão da mulher que chega-se a ampliar a discussão para a questão da sexualidade em geral. Assim, incorpora-se ao debate e à luta contra a opressão e o preconceito, a situação dos GLBTs.
Estudos importantes, como o de Margareth Mead, antropóloga, desmitificam a condição da mulher e do homem como algo natural. E começa-se a ter consciência de que nossos comportamentos são parte da construção social e histórica da humanidade em cada época. E o que se construiu, pode-se desconstruir e reconstruir de modo diferente: mais igualitário, mais justo, mais humano.
A escola em geral, e o professor em particular, continua reproduzindo e naturalizando em seus discursos e nas relações sociais, o padrão dominante, mantendo e ensinando as relações de poder hierarquizadas entre homens e mulheres no cotidiano. Reproduzindo aquilo que mantém mais da metade da população brasileira, numa condição de desigualdade.
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 22
EDH, Inclusão e Acessibilidade
Profª Sinara Zardo - Universidade Nacional de Brasília
Assim como os demais direitos humanos, as reivindicações das pessoas com necessidades especiais ganham força a partir da década de 1990, após a Constituição de 1988. A questão tem a ver com o modo como as diferenças são tratadas para garantir a igualdade de acesso aos direitos comuns a todos. A perspectiva que se apresenta é de integração e inclusão dessas pessoas aos mesmos espaços que todas as demais participam.
A escola é um desses espaços, e mais, se a educação tornou-se um direito humano central e um lugar para a formação em direitos humanos, seria incoerente não garantir a participação de todos em sua vida cotidiana.
A escola adquire novas tarefas nesse processo, identificar as necessidades específicas de seus alunos, adaptar o currículo e a estrutura física e material para possibilitar o acesso à aprendizagem em igualdade de condições. É com esse objetivo que surgem as Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica.
Combinada com a aprendizagem na Educação Básica, a Educação Especial é uma modalidade de ensino que complementa ou suplementa o atendimento educacional ao aluno, sempre no contraturno e de forma transversal.
Não basta que os professores, gestores, funcionários e alunos em geral, saibam o que é necessidade especial e que precisam de direitos específicos para ter garantido o mesmo acesso aos direitos que todos têm. O professor deve ter um conhecimento específico e adequado para garantir o acesso efetivo desse aluno à educação e à aprendizagem em sua disciplina. Os gestores precisam se preocupar com ações práticas no processo de adequação da estrutura física e de materiais específicos. Os alunos devem conhecer o assunto para respeitar e integrar realmente todos os colegas com todas as suas diferenças.
Profª Sinara Zardo - Universidade Nacional de Brasília
Assim como os demais direitos humanos, as reivindicações das pessoas com necessidades especiais ganham força a partir da década de 1990, após a Constituição de 1988. A questão tem a ver com o modo como as diferenças são tratadas para garantir a igualdade de acesso aos direitos comuns a todos. A perspectiva que se apresenta é de integração e inclusão dessas pessoas aos mesmos espaços que todas as demais participam.
A escola é um desses espaços, e mais, se a educação tornou-se um direito humano central e um lugar para a formação em direitos humanos, seria incoerente não garantir a participação de todos em sua vida cotidiana.
A escola adquire novas tarefas nesse processo, identificar as necessidades específicas de seus alunos, adaptar o currículo e a estrutura física e material para possibilitar o acesso à aprendizagem em igualdade de condições. É com esse objetivo que surgem as Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica. Combinada com a aprendizagem na Educação Básica, a Educação Especial é uma modalidade de ensino que complementa ou suplementa o atendimento educacional ao aluno, sempre no contraturno e de forma transversal.
Não basta que os professores, gestores, funcionários e alunos em geral, saibam o que é necessidade especial e que precisam de direitos específicos para ter garantido o mesmo acesso aos direitos que todos têm. O professor deve ter um conhecimento específico e adequado para garantir o acesso efetivo desse aluno à educação e à aprendizagem em sua disciplina. Os gestores precisam se preocupar com ações práticas no processo de adequação da estrutura física e de materiais específicos. Os alunos devem conhecer o assunto para respeitar e integrar realmente todos os colegas com todas as suas diferenças.
Situação que sabemos, infelizmente, não existe.
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 21
Educação em Direitos Humanos na Sala de Aula
Profª Ana Maria Klein - Unesp

Nessa aula sobre a educação em direitos humanos na sala de aula, a professoa Klein especifica o que é aprendizagem e quais são os elementos que a compõem. A primeira coisa que destaca é que aprendizagem é a síntese de tudo o que o indivíduo traz com ele de suas experiências e não trata-se apenas de conteúdos escolar. Na escola, o professor e o aluno se apresentam com uma aprendizagem anterior, as quais vão poder trocar no espaço escolar, onde um novo aprendizado irá ocorrer.
Profª Ana Maria Klein - Unesp
Outra condição importante é que para acontecer um processo de aprendizagem, a pessoa precisa querer aprender e sua aprendizagem vai se incorporar à sua maneira de ver e atuar no mundo. O estudante é, por isso, o centro do processo de aprendizagem e, consequentemente, deve também participar como sujeito ativo na relação com a construção do conhecimento.
O conteúdo e a prática devem caminhar de modo combinado, inseparável e interdisciplinar na complexidade da própria realidade. Realidade que deve ser analisada e problematizada a partir da realidade do aluno e da escola e, relacioná-la com o seu aspecto universal.
As metodologias ativas favorecem a compreensão crítica da realidade e a identificação de quais direitos são cumpridos e quais são violados. Organizar as situações de aprendizagem contra a educação bancária, promovendo atividades sociais e individuais, o desenvolvimento de projetos coletivos no qual cada um assume a sua responsabilidade diante dos demais, onde se preocupam com a resolução e discussão de problemas que eles próprios vivenciam, é a forma mais coerente para uma educação voltada para formar as novas gerações na vivência dos direitos humanos e no processo de sua busca plena.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 20
Diferente Possibilidades Culturais no Currículo Escolar
Profº Cesar Rodrigues - FEUSP
Quando se discute o trabalho etnicorracial na escola, é necessário partir da compreensão geral de que os alunos têm identidades construídas em seus espaços de vivência como a família, a comunidade onde vive, a escola que frequenta e também pelo poder de influência da mídia em geral, e da televisão em particular. O que o professor Rodrigues questiona é "Como a escola reproduz esse contexto?" ou "Como a escola pode desconstruir essa situação?". E é a partir desses questionamentos que se propõe um trabalho pedagógico que:
Abaixo, podemos ver um dos resultados desenvolvidos numa escola da prefeitura de São Paulo. Trabalhou-se com os alunos "Contos, mitos e lendas da África" e depois foi produzido com eles um audiolivro com 18 histórias lidas pelos alunos dos 6ºs anos no ano de 2010.
Profº Cesar Rodrigues - FEUSP
Quando se discute o trabalho etnicorracial na escola, é necessário partir da compreensão geral de que os alunos têm identidades construídas em seus espaços de vivência como a família, a comunidade onde vive, a escola que frequenta e também pelo poder de influência da mídia em geral, e da televisão em particular. O que o professor Rodrigues questiona é "Como a escola reproduz esse contexto?" ou "Como a escola pode desconstruir essa situação?". E é a partir desses questionamentos que se propõe um trabalho pedagógico que:
- abra espaços para as culturas e identidades que não são parte da identidade-referência propagandeada pela mídia;
- procurar saber e conhecer as manifestações culturais dos alunos e da comunidade da qual a escola faz parte;
- fazer o diálogo entre a cultura popular discente e trazê-la para o currículo escolar.
- Evitar discussões, chamadas pelo professor Rodrigues de "turistícas", sobre o tema. Por exemplo, só discutí-lo no dia 20 de novembro ou outra data importante, assim, a questão é tratada como algo folclórico desvinculado da questão central que é compreender o processo histórico, social e econômico que gerou a desigualdade entre brancos e negros no Brasil, que separa a conquista do dia da Consciência Negra do processo de luta pelos direitos humanos da maioria do povo brasileiro e assim por diante.
- Tomar cuidado para não (re)produzir visões equivocadas como a ideia de que existe no Brasil uma democracia racial, de os negros são racistas também, de uma discussão que coloque o afrodescendente como "coitadinho".
Abaixo, podemos ver um dos resultados desenvolvidos numa escola da prefeitura de São Paulo. Trabalhou-se com os alunos "Contos, mitos e lendas da África" e depois foi produzido com eles um audiolivro com 18 histórias lidas pelos alunos dos 6ºs anos no ano de 2010.
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 19
Relações etnicorraciais na escola
Profº Cesar Rodrigues - FEUSP
O professor Rodrigues parte da exposição de conceitos desenvolvidos por Kabengele Munanga (2004). O objetivo da aula é definir conceitos fundamentais para a discussão e o trabalho pedagógico na questão étnicorracial.
Profº Cesar Rodrigues - FEUSP
O professor Rodrigues parte da exposição de conceitos desenvolvidos por Kabengele Munanga (2004). O objetivo da aula é definir conceitos fundamentais para a discussão e o trabalho pedagógico na questão étnicorracial.
- Raça - Conceito que se aplica à espécie humana. A discussão sobre esse conceito implica em questões políticas e sociais porque hierarquiza a sociedade humana em grupos considerados superiores e inferiores para justificar relações de poder e econômicas.
- Racismo - Esse não é um conceito consensual. Pelo dicionário Houaiss é a "hierarquia entre raças e etnias". Pressupõe o uso de diferenças etnico-culturais para a dominação de um grupo social por outro numa relação de poder social e econômica hierarquizada.
- Etnia - O professor Rodrigues, com base em Munanga (2004, p. 29), diz que é um "conjunto de indivíduos que historica ou mitologicamente, têm um ancestral comum, têm uma língua em comum, uma mesma religião ou cosmovisão, uma mesma cultura, moram geograficamente num mesmo território". Mas salienta que o uso desse conceito não pode servir para amenizar ou mascarar o racismo ou estimular a ideia da "democracia racial".
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 18
Educação em Direitos Humanos em Ambiente Escolar
Profª Ana Maria Klein - Unesp
A professora Klein destaca nessa aula que não basta assegurar juridicamente os direitos humanos, é necessário saber e querer vivê-los, considerá-los importantes para não ficarmos sempre correndo atrás do que está sendo violado. Esse processo não ocorre espontaneamente, daí a importância da educação escolar na formação das novas gerações numa cultura que sabe e vive nos direitos humanos.
A escola deve proporcionar a vivência e a convivência democrática orientada nos direitos humanos, através do protagonismo estudantil e articulada com a comunidade do entorno no qual a escola está inserida. A escola deve ter como princípio a coerência entre o discurso e a prática construindo em seus espaços um modo de vida composto por elementos como um espaço:
Profª Ana Maria Klein - Unesp
A professora Klein destaca nessa aula que não basta assegurar juridicamente os direitos humanos, é necessário saber e querer vivê-los, considerá-los importantes para não ficarmos sempre correndo atrás do que está sendo violado. Esse processo não ocorre espontaneamente, daí a importância da educação escolar na formação das novas gerações numa cultura que sabe e vive nos direitos humanos.
A escola deve proporcionar a vivência e a convivência democrática orientada nos direitos humanos, através do protagonismo estudantil e articulada com a comunidade do entorno no qual a escola está inserida. A escola deve ter como princípio a coerência entre o discurso e a prática construindo em seus espaços um modo de vida composto por elementos como um espaço:
- de vivência que ponha em prática os direitos humanos em seu cotidiano;
- que crie e consolide relações com o entorno da escola, com as pessoas e instituições;
- que estabeleça relações sócio-afetivas com os estudantes, entre os membros que compõem a comunidade escolar, com a escola;
- que garanta condições materiais para o desenvolvimento efetivo dos projetos e propostas de trabalho;
- que a infraestrutura da escola esteja adequada para realizar as vivências e ações em direitos humanos.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 17
Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos
Profª Aida Monteiro - UFPE e Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos
Com a elaboração dos documentos de referência para os direitos humanos, a educação começa a ser compreendida como um direito fundamental do ser humano para acessar outros direitos. Saber-se como sujeito de direitos e deveres é o primeiro passo para buscá-los ou denunciar sua violação.
Um Plano de Educação em Direitos Humanos deve colaborar, antes de mais nada, com a sistematização e organização dos debates sobre as questões que envolvem a desigualdade entre as pessoas e de como se expressam na vida da escola. O vídeo acima mostra inclusive o despreparo de políticos com responsabilidades nacionais que não possuem a menor condição para refletir sobre a temática. O que demonstra a necessidade de uma ampla e profunda formação para os escalões dos poderes públicos com relação aos direitos humanos. A discordância com uma proposta política pode e deve ser feita, mas dentro dos marcos do respeito e da democracia, de um modo que pelo menos rompa com a visão tradicional herdada do colonialismo como já nos foi falado nas aulas iniciais sobre os direitos humanos.
O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, de 2006, surge assim, para orientar as instituições educacionais como modo de efetivar e fortalecer políticas públicas que voltadas para os direitos humanos. Está organizado em cinco elementos centrais:
Profª Aida Monteiro - UFPE e Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos
Com a elaboração dos documentos de referência para os direitos humanos, a educação começa a ser compreendida como um direito fundamental do ser humano para acessar outros direitos. Saber-se como sujeito de direitos e deveres é o primeiro passo para buscá-los ou denunciar sua violação.
Um Plano de Educação em Direitos Humanos deve colaborar, antes de mais nada, com a sistematização e organização dos debates sobre as questões que envolvem a desigualdade entre as pessoas e de como se expressam na vida da escola. O vídeo acima mostra inclusive o despreparo de políticos com responsabilidades nacionais que não possuem a menor condição para refletir sobre a temática. O que demonstra a necessidade de uma ampla e profunda formação para os escalões dos poderes públicos com relação aos direitos humanos. A discordância com uma proposta política pode e deve ser feita, mas dentro dos marcos do respeito e da democracia, de um modo que pelo menos rompa com a visão tradicional herdada do colonialismo como já nos foi falado nas aulas iniciais sobre os direitos humanos.
O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, de 2006, surge assim, para orientar as instituições educacionais como modo de efetivar e fortalecer políticas públicas que voltadas para os direitos humanos. Está organizado em cinco elementos centrais:
- Educação Básica - Prevê que nenhuma pessoa pode estar sem acesso à educação, com a proposta de uma educação baseada na transversalidade, no conhecimento da história e do processo de humanização da pessoa.
- Educação Superior - Busca romper com a visão tradicional impregnada no ensino superior, destacando a relação entre ensino, pesquisa e extensão, além de propor a inserção dos conteúdos de direitos humanos no seu currículo.
- Educação Não-Formal - Espaço também muito importante visto que existem muitas experiências significativas no âmbito dos movimentos sociais organizados em sindicatos, MST, associações de bairro, igrejas etc.
- Educação para os profissionais da justiça e da segurança pública - Sistema de Justiça e Segurança Pública têm que ser preparados para atuar com a compreensão de que devem proteger a pessoa humana, o sistema deve ser operacionalizado nesse sentido.
- Educação e Mídia - A importância e o poder adquiridos pela mídia no processo de formação das pessoas, sem que elas próprias tenham consciência disso, a transforma num meio para ações e propaganda em direitos humanos.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 16
Encaminhamentos Pedagógicos: Blog no Ensino de Ciências
Professora Mônica Fogaça - Feusp
Nessa aula a professora Fogaça demonstra como um "blog" pode ser utilizado como ferramenta de aprendizagem pelos alunos, mas também como forma de a escola se apropriar da tecnocultura tão presente na vida cotidiana dos alunos. Os elementos da tecnocultura podem ser instrumentos de produção e divulgação de conhecimento permitindo a interação dos alunos com dados e informações que possibilitem a reflexão sobre temas diversos.
É uma proposta de trabalho que deve ser parte de uma construção com os estudantes, tanto nos conteúdos a serem abordados, quanto no tipo de leituras necessárias e de escrita a ser desenvolvida. O que fica evidente no uso do blog como instrumento de aprendizagem, é que se constrói com os alunos um processo de negociação democrática não apenas quanto aos conteúdos a serem pesquisados e produzidos, mas deve haver uma preocupação quanto à forma de apresentação dos resultados a serem produzidos pelos alunos. Isso traz a problematização sobre a cultura ou tecnocultura da juventude, possibilitando um reflexão sobre si mesmo. O que pode ser bastante interessante se não for feito com preconceito ou desvalorizando o modo de expressão da juventude com relação a uma visão mais padronizada da escola.
Abaixo podemos visitar dois blogs criados para colaborar com a aprendizagem dos estudantes, ainda muito aquém da proposta apresentada nessa aula, mas que já dialoga com a linguagem diversificada que os alunos gostam de ver, além de estimular o uso da tecnologia da internet para algo que vai além do mero consumo e entretenimento.
Professora Mônica Fogaça - Feusp
Nessa aula a professora Fogaça demonstra como um "blog" pode ser utilizado como ferramenta de aprendizagem pelos alunos, mas também como forma de a escola se apropriar da tecnocultura tão presente na vida cotidiana dos alunos. Os elementos da tecnocultura podem ser instrumentos de produção e divulgação de conhecimento permitindo a interação dos alunos com dados e informações que possibilitem a reflexão sobre temas diversos.
É uma proposta de trabalho que deve ser parte de uma construção com os estudantes, tanto nos conteúdos a serem abordados, quanto no tipo de leituras necessárias e de escrita a ser desenvolvida. O que fica evidente no uso do blog como instrumento de aprendizagem, é que se constrói com os alunos um processo de negociação democrática não apenas quanto aos conteúdos a serem pesquisados e produzidos, mas deve haver uma preocupação quanto à forma de apresentação dos resultados a serem produzidos pelos alunos. Isso traz a problematização sobre a cultura ou tecnocultura da juventude, possibilitando um reflexão sobre si mesmo. O que pode ser bastante interessante se não for feito com preconceito ou desvalorizando o modo de expressão da juventude com relação a uma visão mais padronizada da escola.
Abaixo podemos visitar dois blogs criados para colaborar com a aprendizagem dos estudantes, ainda muito aquém da proposta apresentada nessa aula, mas que já dialoga com a linguagem diversificada que os alunos gostam de ver, além de estimular o uso da tecnologia da internet para algo que vai além do mero consumo e entretenimento.
História e Cultura - Conhecer para Transformar! http://historiaalvim.blogspot.com/
Italiano nella scuola! http://italianoalvim.blogspot.com/
Módulo III - Convivência Democrática na Escola - Aula 15
Produção da Identidade/Diferença: culturas juvenis e tecnocultura
Professora Mônica Fogaça - Feusp
Nessa aula a professora Fogaça discute a relação entre a diversidade juvenil e a expressão de suas culturas nos espaços desenvolvidos pelas mídias e tecnologias da informação. Inicia circunscrevendo a juventude como um processo cultural e não biológico, ou seja, sua constituição depende, ao longo da história humana, de condições econômicas, sociais, culturais e ideológicas.
É desse modo, um acontecimento histórico que atualmente, de acordo com a cultura de cada país e região, vem sendo muito influenciado pela mídia globalizada. A valorização de certos padrões e a desvalorização de outros ocorre também a partir de um mapeamento da juventude, visando a sua manipulação e sedução para comportamentos que propiciem o consumo.
Saber utilizar os aparelhos eletrônicos que os estudantes adoram à favor de um processo de reflexão, elaboração, questionamento, debate e divulgação desse processo, é
uma necessidade para a escola romper com sua visão e prática linear de aprendizagem. Inclusive para romper com o viés puramente consumista, superficial e alienado que esses aparelhos tem tido nas mãos dos alunos.
Professora Mônica Fogaça - Feusp
Nessa aula a professora Fogaça discute a relação entre a diversidade juvenil e a expressão de suas culturas nos espaços desenvolvidos pelas mídias e tecnologias da informação. Inicia circunscrevendo a juventude como um processo cultural e não biológico, ou seja, sua constituição depende, ao longo da história humana, de condições econômicas, sociais, culturais e ideológicas.
É desse modo, um acontecimento histórico que atualmente, de acordo com a cultura de cada país e região, vem sendo muito influenciado pela mídia globalizada. A valorização de certos padrões e a desvalorização de outros ocorre também a partir de um mapeamento da juventude, visando a sua manipulação e sedução para comportamentos que propiciem o consumo.
A escola pode e deve aprender como fazer uso desse mecanismo para conseguir dialogar melhor com essa juventude, com os seus hábitos e, inclusive, fazê-la refletir sobre essa aparente liberdade e individualidade construída pela cultura de seu grupo social mas manipulada de modo quase imperceptível pela mídia.
uma necessidade para a escola romper com sua visão e prática linear de aprendizagem. Inclusive para romper com o viés puramente consumista, superficial e alienado que esses aparelhos tem tido nas mãos dos alunos. Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 14
Dimensões da Educação em Direitos Humanos
Professora Ana Maria Klein - Unesp
Como em aulas anteriores reafirma-se o ano de 1948 como um dos maiores marcos no processo de sistematização dos direitos humanos no mundo. No entanto, é apenas na década de 1990 que inicia-se uma implementação mais efetiva daquilo que já havia sido formalizado em muitos documentos de referências.
Professora Ana Maria Klein - Unesp
Como em aulas anteriores reafirma-se o ano de 1948 como um dos maiores marcos no processo de sistematização dos direitos humanos no mundo. No entanto, é apenas na década de 1990 que inicia-se uma implementação mais efetiva daquilo que já havia sido formalizado em muitos documentos de referências.
No Brasil, foi o Programa Nacional que ofereceu orientações de como desenvolver a educação em direitos humanos, o que firmava o compromisso do país com esse processo. Em elaboração ainda temos as Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos Humanos que estabelecerá a obrigatoriedade do tema na educação escolar em suas diversas dimensões:
- Conhecimentos Históricos - Para c
ompreender o que são os direitos humanos, as pessoas devem compreender como surgiram, de que necessidades surgiram, de quais processos sociais e históricos, enfim, como se desenvolveram com o próprio desenvolvimento da pessoa humana. - Valores - É necessário construir a idéia dos valores como necessidades concretas das pessoas, e não como conceitos abstratos. Aprender a democracia, a liberdade, igualdade, equidade, justiça, participação, inclusão, diversidade etc., vivenciando experiências práticas que demontrem como esses
valores são fundamentais à vida humana. Não basta explicar na teoria, senão, corremos o risco demonstrado pelo quadrinho ao lado, no qual o personagem "Manolito" não compreende que os valores morais, éticos e humanos são o que temos de mais importante e funcional para a vida humana se realizar. - Processos metodológicos - O estudante é o sujeito político central dessa aprendizagem, ele tem de ser o protagonista.
Não há uma visão única sobre o que são os direitos humanos, a compreensão de cada um depende do lugar e da posição social que ocupa na sociedade. Por isso a importância de partir da realidade do aluno e de problematizá-la, frente a outras realidades e outras visões sobre aquela condição e outras.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Módulo III - Educação em Direitos Humanos - Aula 13
Educação em Direitos Humanos nos Documentos de Referência
Profª Nazaré Zenaide - UFPA (Universidade Federal Paraíba) e do Comitê Nacional de Educação em DH
Nesssa aula, a educação aparece como um direito importante na formação da pessoa humana. Tanto no sentido de conhecer os direitos humanos, de saber como se constituiram e se desenvolveram, quanto no sentido de poder vivenciá-los desde criança em seu espaço de vivência. Com a história das Marias José, de Lurdes, Aparecidas e tantas outras, como o vídeo acima nos mostra, a educação aparece como uma possibilidade de uma vida diferente, onde escolhas poderiam ser feitas, onde a consciência de sua própria situação poderia ser questionada e talvez transformada.
Apesar do curta "Vida Maria" mostrar uma violação dos direitos humanos no Brasil de hoje, sabemos que o marco para a compreensão sobre a importância da educação na formação para os direitos humanos é o pós-guerra (1948), quando os primeiros documentos começam a ser escritos e partilhados por vários países do mundo, inclusive pelas grandes potências que saíram vitoriosas da guerra. A partir do momento que cada país assina as Declarações, as Convenções, os Tratados e até a incorporação dos Direitos Humanos nas suas Constituições Nacionais se submete à jurisdição penal internacional, se compromete e aceita o monitoramento dos órgãos de direitos humanos do seu país e internacionalmente.
A educação em direitos humanos é um instrumento para defender os direitos da pessoa, lutar contra as violações cometidas e educar para formar as novas gerações nessa perspectiva dos direitos humanos como algo que faça parte da sua vida. Cada pessoa deve passar a realizar-se enquanto sujeito de direitos, reconhecendo no outro, um outro sujeito de direitos. Para isso, os documentos de referência podem e devem se tornar objetos de estudo e pesquisa nos espaços de aprendizagem de estudantes, professores e gestores.
As tecnologias e a mídia são os instrumentos que possibilitam chegar a milhões de pessoas, e mais importante, a alcançar a juventude em formação com elementos de sua própria linguagem e cotidiano.
Profª Nazaré Zenaide - UFPA (Universidade Federal Paraíba) e do Comitê Nacional de Educação em DH
Nesssa aula, a educação aparece como um direito importante na formação da pessoa humana. Tanto no sentido de conhecer os direitos humanos, de saber como se constituiram e se desenvolveram, quanto no sentido de poder vivenciá-los desde criança em seu espaço de vivência. Com a história das Marias José, de Lurdes, Aparecidas e tantas outras, como o vídeo acima nos mostra, a educação aparece como uma possibilidade de uma vida diferente, onde escolhas poderiam ser feitas, onde a consciência de sua própria situação poderia ser questionada e talvez transformada.
Apesar do curta "Vida Maria" mostrar uma violação dos direitos humanos no Brasil de hoje, sabemos que o marco para a compreensão sobre a importância da educação na formação para os direitos humanos é o pós-guerra (1948), quando os primeiros documentos começam a ser escritos e partilhados por vários países do mundo, inclusive pelas grandes potências que saíram vitoriosas da guerra. A partir do momento que cada país assina as Declarações, as Convenções, os Tratados e até a incorporação dos Direitos Humanos nas suas Constituições Nacionais se submete à jurisdição penal internacional, se compromete e aceita o monitoramento dos órgãos de direitos humanos do seu país e internacionalmente.
A educação em direitos humanos é um instrumento para defender os direitos da pessoa, lutar contra as violações cometidas e educar para formar as novas gerações nessa perspectiva dos direitos humanos como algo que faça parte da sua vida. Cada pessoa deve passar a realizar-se enquanto sujeito de direitos, reconhecendo no outro, um outro sujeito de direitos. Para isso, os documentos de referência podem e devem se tornar objetos de estudo e pesquisa nos espaços de aprendizagem de estudantes, professores e gestores.
As tecnologias e a mídia são os instrumentos que possibilitam chegar a milhões de pessoas, e mais importante, a alcançar a juventude em formação com elementos de sua própria linguagem e cotidiano.
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